Idosos com 85 anos ou mais já podem receber, gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a vacina pneumocócica 20-valente conjugada, conhecida como pneumo 20. A inclusão desse público amplia a estratégia de prevenção contra doenças causadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae, como pneumonia, meningite e outras infecções graves.
A estimativa do Ministério da Saúde é que mais de 2,3 milhões de idosos façam parte do novo público-alvo em todo o Brasil. Para receber o imunizante, é necessário apresentar documento que comprove a idade. Não há necessidade de prescrição médica.
A vacinação busca reduzir casos graves, hospitalizações e mortes entre pessoas idosas, grupo considerado mais vulnerável devido ao envelhecimento natural do sistema imunológico e à maior ocorrência de doenças associadas.
Vacina protege contra 20 tipos da bactéria pneumococo
A pneumo 20 amplia a proteção contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, considerada uma das principais causas de infecções respiratórias.
Segundo dados do Ministério da Saúde, entre pessoas com 80 anos ou mais, a taxa de hospitalização por pneumonia chegou a 3.097,7 casos por 100 mil habitantes em 2024. Entre idosos com 85 anos ou mais, a taxa de mortalidade por pneumonia alcançou 758,1 óbitos por 100 mil habitantes no mesmo período.
A vacina já fazia parte do Calendário Nacional de Vacinação para crianças menores de 5 anos e agora passa a atender também idosos com 85 anos ou mais.
Quem deve tomar a pneumo 20
O esquema de vacinação depende do histórico anterior de doses contra doenças pneumocócicas.
- Idosos com 85 anos ou mais sem vacinação pneumocócica anterior: uma dose única da pneumo 20.
- Quem recebeu uma dose de pneumo 13 ou pneumo 15: uma dose da pneumo 20, respeitando intervalo mínimo de dois meses.
- Quem recebeu uma dose de pneumo 23: uma dose da pneumo 20 após intervalo mínimo de um ano.
- Quem recebeu duas doses de pneumo 23 ou combinação de pneumo 13/pneumo 15 com pneumo 23: não há indicação da pneumo 20 nessa estratégia.
Vacinação pode ocorrer em unidades de saúde e em domicílio
A aplicação da vacina será realizada nas unidades de saúde, em ações externas ou por atendimento domiciliar, conforme a organização dos serviços locais.
O Ministério da Saúde orienta que estados e municípios façam busca ativa de idosos que ainda não receberam as doses necessárias ou possuem esquema incompleto, especialmente aqueles com dificuldade de locomoção, fragilidade, comorbidades ou necessidade de acompanhamento contínuo.
A pasta também recomenda aproveitar a vacinação para atualizar outras doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação do Idoso.

