CULPA
A imprensa nacional traz matéria em que alguns aliados do senador Flávio Bolsonaro estariam chateados com o potiguar Rogério Marinho e chegariam a culpar o coordenador da campanha do filho de Bolsonaro pelo desgaste do presidenciável do PL.
CULPA II
Na verdade, nem Rogério ou qualquer outro aliado pode ser considerado culpado nesse caso das sinistras relações de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro. Se existe culpado, é o enteado de Michelle, que buscou dinheiro de um bandido, sabendo da origem da grana, para fazer um filme da história fake do pai.
RACIONAL
Rogério Marinho é racional e não se abala facilmente por tremores externos. O filho de Valério chega a ser um botox humano, que congela reações nas expressões mesmo quando o corpo quer gritar. Talvez esse estilo gélido de Rogério tenha assustado quem se assusta rapidamente por qualquer abalo político.
FAMÍLIA
Para tratar de relações políticas com uma família complicada como a de Bolsonaro, precisa ter muita frieza, frio de um ar condicionado na temperatura mínima sem termostato.
FIDELIDADE
A fidelidade de Rogério Marinho ao complicado clã Bolsonaro fez com que o potiguar fosse bombeiro para pacificar chamas de vaidade e de acusações entre Michelle e os filhos desmiolados. Bolsonaro, Michelle e os filhos só confiam em Rogério.
CAMPANHA
O fato é que Rogério Marinho assumiu a coordenação de uma barca furada. Um candidato com fundo falso, relações com milicianos, acusações de lavagem de dinheiro em lojas de chocolates e relações nada republicanas com um banqueiro bandido a quem chamava de ‘mermão’ e jurava apoiar tudo o que ele fizesse até o fim.
CAMPANHA II
Portanto, não deve ser fácil coordenar uma campanha desse nível. Em que o candidato constrói uma narrativa por dia, que não se sustenta no primeiro pôr do sol e é obrigado a ficar o tempo todo explicando o inexplicável. Não deve ser fácil coordenar a campanha do candidato que nem o marqueteiro de milhões aguentou. Não deve ser fácil. Nem para um Rogério Marinho.
DESESPERO
Essa campanha para governador tem suas peculiaridades inéditas. É a primeira vez que a assessoria oficial de um candidato distribui oficialmente conteúdo contra um adversário. Foi assim com Allyson Bezerra, que produziu material contra Álvaro Dias. Não é comportamento de quem está confortável.
MEDO
A leitura que se faz sobre o comportamento de Allyson em relação a Álvaro é de desespero. Esse tipo de ação geralmente é feito por vias transversas. Allyson botou as digitais do medo de Álvaro num release oficial de sua campanha.
ADVERSÁRIO
Por outro lado, Allyson Bezerra não está errado. Adversário tem que ser tratado como adversário.
Segundo turno é outra história, outra campanha. É preciso primeiro passar dos adversários para pensar no segundo round. Álvaro estava tratando Allyson como o aliado de amanhã. O mossoroense está tratando o pai de Adjuto como o adversário de hoje.
CASO MASTER
A internet produz suas pérolas. Uma frase solta na web sintetiza o patrocínio de Vorcaro para Bolsonaro: “Os irmãos Metralha roubaram o Tio Patinhas, que ia fazer um filme do Pateta”.

