ESCALA
Pelo menos um assunto polêmico com conteúdo para gerar discussão e posicionamento político nesse período pré-eleitoral: o fim da escala 6×1. O governo vai mandar projeto para o Congresso e o tema vai provocar debates acalorados. Não deveria. Deveria ser um tema consensual. Mas não é bem assim que funciona nosso Parlamento.
INTERESSES
Se o Congresso fosse realmente representante da população, especialmente dos trabalhadores, esse tema fluiria facilmente e teria aprovação rápida e sem conflitos. Mas, nosso Congresso não representa a população ou os menos favorecidos. Representa as elites, os milionários e fala e faz tudo por eles.
BANDIDAGEM
A PEC da Bandidagem foi apresentada e votada na madrugada, sem discussão, sem passar em comissões. Interessava aos bandidos de hoje e os que pensam em entrar na política amanhã. A Câmara agiu com rapidez. Vamos esperar como agirá com o fim da escala 6×1.
PROJETO
O projeto enviado pelo governo Lula à Câmara trata da redução da jornada de 44 para 40 horas semanais e estabelece o fim da escala 6×1, em que o trabalhador trabalha seis dias e folga somente um. É um regime institucionalizado de escravidão moderna, em que os empresários só pensam nos lucros à custa da exploração do trabalhador.
RESPALDO
Nos movimentos iniciais ainda com projeto semelhante apresentado pela deputada Erika Hilton, a direita brasileira já sinalizou que vai votar contra, sob o argumento que vai prejudicar as empresas e outras falácias. Como estamos em ano eleitoral, é possível que mudem um pouco o tom, mas é improvável.
PAUTAS
A direita e a extrema direita no Brasil são desenhadas pela defesa de pautas que nada somam à vida da população. O principal mote dessa turma é salvar os condenados pela trama golpista e livrar Bolsonaro da cadeira. Não há uma pauta de futuro que se aproveite. Nesse caso do fim da escala 6×1, certamente que os discursos de defesa do ‘emprego’ vão se enfileirar na real defesa do empresariado sem pensar nem um pouco na vida e na saúde do trabalhador.
PLACAR
Interessante acompanhar como nossos deputados vão se posicionar a respeito desse importante e histórico projeto para o trabalhador brasileiro. No passado, férias, 13º salário, licença maternidade e outros ‘benefícios’ para o trabalhador, encontraram uma turma parecida com essa de hoje com discurso catastrófico, que iria quebrar as empresas e reduzir empregos. Tudo mentira. A história provou que era tudo mentira. Mas eles voltarão com a mesma ladainha.
UBER
Nem tudo que é legal é moral ou conveniente. A deputada federal Natália Bonavides paga uma corrida de Uber de 7 reais com dinheiro da Câmara. É legal fazer isso. Mas, é absolutamente imoral. Enquanto o trabalhador comum paga de seu bolso o transporte, uma deputada que recebe uma fortuna e tem carros alugados pela Câmara, não se dispõe a pagar 7 reais de Uber? A comprovação está na prestação de contas de Bonavides.
PATÉTICO
Fica até difícil encontrar um adjetivo que estabeleça o quão patético foi esse relatório da CPI do Crime Organizado. A bandidagem agradece. Afinal, o relatório mirou no Supremo e na PGR e esqueceu os traficantes de drogas, os líderes das facções, os milicianos, os traficantes de armas, os pistoleiros de aluguel. Que papel se prestou o Senado e o senador Alessandro Vieira ao apresentar um relatório ridículo desses.

