As forças de segurança do Rio Grande do Norte informaram nesta terça-feira (16) que seguem as buscas por três suspeitos de envolvimento no atentado a tiros contra o vereador de Mossoró e pré-candidato a deputado federal Cabo Deyvison (PL), ocorrido na noite de segunda-feira (15). Até o momento, a motivação do crime permanece sob investigação e, segundo as autoridades, nenhuma hipótese foi descartada.
As informações foram apresentadas durante coletiva de imprensa concedida pela Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed), Polícia Militar e Polícia Civil.
De acordo com o comandante-geral da Polícia Militar do RN, coronel Alarico, as diligências começaram logo após o atentado. A corporação trabalha com a informação de que três pessoas participaram da ação e fugiram para uma área rural de Mossoró após abandonarem um veículo utilizado no deslocamento.
Segundo o oficial, equipes da PM empregaram drones termais, reforço de efetivo e ações de saturação em áreas de mata na tentativa de localizar os suspeitos.
“Nós iniciamos a operação para identificação e cerco dos envolvidos. Eles abandonaram o veículo e entraram em uma área de mata. Desde então, estamos realizando buscas e intensificando o policiamento na região”, afirmou.
Ainda segundo Alarico, uma denúncia recebida na manhã desta terça levou à identificação de um motorista que teria transportado os suspeitos. O homem foi conduzido à Polícia Civil para prestar esclarecimentos após informar que havia deixado três indivíduos em uma localidade da zona rural do município.
“Foi essa pessoa quem informou a existência de três indivíduos e indicou a região onde eles teriam sido deixados. A partir dessa informação, as equipes concentraram as buscas naquela área”, disse.
O comandante ressaltou que o veículo investigado possui vínculo com o estado do Ceará, mas afirmou que ainda não há elementos que permitam concluir a origem dos suspeitos.
Polícia diz que ainda não há indícios para apontar motivação política
Durante a coletiva, o secretário de Segurança Pública do RN, coronel Francisco Canindé de Araújo Silva, afirmou que a investigação está concentrada na apuração do atentado, do homicídio e da tentativa de homicídio registrados na ocorrência.
Segundo ele, embora todas as linhas investigativas permaneçam abertas, não há, até o momento, elementos que permitam apontar uma motivação política para o crime.
“A Polícia Civil vai trabalhar todas as linhas de investigação. Inicialmente, não temos uma linha de investigação voltada para a questão política”, declarou.
O secretário informou ainda que a governadora Fátima Bezerra acompanhou o caso durante a madrugada e determinou prioridade para a apuração dos fatos.
Nenhuma hipótese foi descartada, afirma DHPP
O diretor da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegado Márcio Lemos, reforçou que a investigação está em fase inicial e que a definição da motivação dependerá do avanço das diligências e da identificação dos autores.
“A investigação tem que ser tratada com seriedade. Nenhuma hipótese pode ser descartada neste momento”, afirmou.
Questionado sobre a possibilidade de o crime ter relação com posicionamentos públicos adotados pelo vereador, o delegado disse que essa e outras possibilidades serão analisadas ao longo da investigação.
“Ele é um agente político e vinha se manifestando publicamente sobre diversos temas. Não podemos desconsiderar essas informações, mas também não podemos antecipar conclusões. O foco inicial é identificar a autoria para, então, chegar à motivação real dos fatos”, declarou.
As investigações seguem sob responsabilidade da Polícia Civil, com apoio da Polícia Militar e de órgãos federais. Até a tarde desta terça-feira, nenhum suspeito havia sido preso.

