O Partido Liberal (PL) oficializou, nesta quarta-feira (4), a candidatura do senador Rogério Marinho (PL-RN) à presidência do Senado Federal. O anúncio ocorreu após reunião da legenda na sede do partido, em Brasília, e confirma o parlamentar potiguar como nome da oposição na disputa pelo comando da Casa.
A eleição para a presidência do Senado está marcada para o dia 1º de fevereiro e depende da construção de alianças entre os senadores. Além de Marinho, também estão na corrida o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que busca a reeleição, e a senadora Tereza Cristina (PP-MS).
“Fui escolhido pelos nossos companheiros para representar a direita”, declarou Rogério Marinho após o anúncio da candidatura. O senador também afirmou que, “oportunamente”, estará junto com Tereza Cristina.
Marinho foi coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) e conta com o apoio da família Bolsonaro para a disputa. A candidatura ocorre em meio às articulações da oposição para tentar construir um nome único contra Alcolumbre e evitar a divisão dos votos entre os adversários.
O senador potiguar afirmou que, caso eleito, pretende priorizar pautas defendidas pelo grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, como a discussão sobre impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e a anistia para condenados pelos atos de 8 de janeiro.
“Me perguntaram: ‘Será presidente do Congresso de um tema só? Monotemático? Claro que não. Mas nós faremos valer a Constituição. Não seremos omissos’”, afirmou Marinho.
Disputa por votos
Para conquistar a presidência do Senado, o candidato precisa de pelo menos 41 votos. O PL terá 29 senadores a partir de fevereiro de 2027, o que significa que Marinho precisa conquistar apoio de outros 12 parlamentares.
A estratégia da legenda é buscar votos além da própria bancada, inclusive entre senadores de partidos que hoje integram a base de apoio de Alcolumbre.
O atual presidente do Senado já recebeu manifestações de apoio do MDB, PSD, PT, União Brasil e PP, ampliando sua articulação para a reeleição.
Marinho também criticou as movimentações do adversário e afirmou que o atual presidente da Casa estaria oferecendo vantagens em troca de apoio. “Porque ele pode cooptar. Como? Com um sorriso bonito? Um abraço fraterno? Não. Com aquilo que ele não pode dizer: com verbas, com vantagens e com atalhos”, declarou.

