O petróleo disparou nesta segunda-feira (28) após o presidente americano, Donald Trump, rejeitar a proposta de paz apresentada pelo Irã, intensificando as preocupações com o fluxo no Estreito de Ormuz e pressionando os mercados globais. A analista e editora de Economia da CNN, Lucinda Pinto, comenta o tema.
O barril do tipo Brent chegou a subir mais de 4% durante o pregão, encerrando o dia com alta de 0,90%, cotado a US$ 105.
Lucinda analisou o movimento dos mercados e destacou que a instabilidade deve persistir nos próximos dias. “O mercado imaginava que a gente entraria em algum momento num equilíbrio, numa estabilização do preço, mas não é isso que está acontecendo”, afirmou.
Petróleo e mercados globais sob pressão
O petróleo tipo WTI também registrou alta, subindo 0,21% e encerrando o pregão a US$ 92,60. A percepção de que o fluxo no Estreito de Ormuz seguirá limitado foi apontada como o principal fator por trás da valorização das commodities energéticas.
Segundo Lucinda, os investidores estão se preparando para um período de preocupação com os efeitos desse movimento sobre a inflação, a taxa de juros e o cenário econômico global.
Bolsa brasileira recua com dupla pressão
No Brasil, o Ibovespa fechou em queda de 0,26%, pressionado tanto pelo cenário externo quanto pela proximidade das eleições. Apesar do desempenho positivo das ações de petroleiras, o índice não conseguiu se recuperar.
“Estamos na contagem regressiva, chegamos a poucos dias da eleição sem nenhuma clareza sobre o que vai acontecer”, destacou Lucinda, ressaltando o cenário “bastante disputado” que torna o mercado mais cauteloso.
O dólar também refletiu a tensão global, subindo 0,83% e encerrando o dia cotado a R$ 5,22. A analista atribuiu a valorização da moeda americana ao efeito da preocupação com o conflito internacional sobre os ativos domésticos.
*Com informações de CNN

