A deputada federal Natália Bonavides (PT-RN) relatou ter recebido uma ameaça de violência sexual e esquartejamento. Segundo a parlamentar, a mensagem também continha CPFs, endereços e informações de pessoas próximas a ela e à família. As provas, de acordo com Natália, foram entregues às autoridades para investigação.
Em nota publicada no sábado (5), a deputada afirmou que o conteúdo da ameaça apresenta elevada gravidade e cobrou a identificação e punição dos responsáveis.
“Receber uma ameaça de estupro e esquartejamento, com detalhes de como esses crimes seriam cometidos, já seria algo de extrema gravidade. Mas essa mensagem foi além, também trouxe CPFs, endereços e informações de pessoas próximas a mim e à minha família**”, declarou.
Deputada afirma que já recebeu outras ameaças
Natália Bonavides afirmou que o episódio não é o primeiro caso de ameaça contra ela. Segundo a deputada, em 2024, recebeu uma ameaça de morte que dizia que ela seria levada para um canavial.
“Também já fui alvo de quem falou publicamente em me ‘metralhar’. Isso não pode ser tratado como parte normal do debate político”, afirmou.
A parlamentar classificou os episódios como violência política de gênero e afirmou que os ataques estão relacionados ao machismo e à atuação de setores da extrema direita.
Parlamentar cita episódio com candidato do PL
Na mesma nota, Natália também mencionou um episódio ocorrido durante a semana envolvendo um candidato do PL. Segundo ela, o político teria tentado intimidá-la enquanto a filmava e fazia xingamentos.
“Esse é um método da extrema direita, ainda mais em período eleitoral, de intimidar, perseguir, ameaçar e tentar nos afastar da política”, declarou.
Para a deputada, as ameaças têm como objetivo provocar medo e afastar mulheres dos espaços de decisão.
Natália diz que não vai recuar
Apesar dos episódios relatados, a parlamentar afirmou que não pretende abandonar a atuação política.
“Não vou recuar. Tenho muito trabalho pela frente e muita coisa para fazer pelo povo do RN e do Brasil”, afirmou.
Natália disse ainda que os ataques reforçam sua disposição de continuar atuando na política. “Cada ameaça, cada tentativa de intimidação e cada ataque só reforça em mim a certeza de que precisamos ocupar todos os espaços”, declarou.
Ao final da nota, a deputada defendeu a democracia e afirmou que a resposta às ameaças deve ser a ampliação da participação política.
“O Brasil não suporta mais o ódio. E nós vamos responder a ele ocupando cada vez mais espaços, defendendo a democracia e construindo, pela política e pela luta, o futuro que queremos”, concluiu.

