ERROS INDIVIDUAIS E COLETIVOS DERRUBARAM O AMÉRICA
É natural que, após uma eliminação, o treinador seja o primeiro a assumir a responsabilidade. Ranielle fez isso ao colocar sobre os próprios ombros o peso da queda do América diante do Gama. No entanto, reduzir toda a eliminação ao comandante seria uma análise incompleta. O América foi eliminado por uma sequência de erros individuais e coletivos, principalmente no sistema defensivo. O primeiro gol do Gama resume bem o problema. Uma ligação direta da defesa para o ataque encontrou Renato completamente livre entre Lucas Rodrigues e Guilherme Paraíba. Na sequência, Renan Bragança saiu de forma precipitada, abriu o ângulo e facilitou a finalização do atacante sem esperar a cobertura chegar. No empate, a desatenção voltou a aparecer. Ricardo Luz permitiu que Ramon recebesse sem marcação para concluir. Já no gol da virada, a falha foi coletiva. A barreira abriu espaço, enquanto Renan Bragança se deslocou sem identificar a trajetória da bola, deixando o caminho livre para a cobrança decisiva. O América chegou a estar em vantagem no confronto, mas não conseguiu administrar o resultado quando mais precisava. Em partidas de mata-mata, detalhes fazem a diferença, e a equipe falhou justamente nos fundamentos que garantem classificação: concentração, posicionamento e comunicação.
COPETTI E TANQUE
Também chama atenção a postura adotada no empate do Gama, quando Ranielle, alguns minutos após o início do segundo tempo, tira os dois autores dos gols, Luiz Tiago e Mateus Régis para as entradas de Tanque e Copetti, entregando o domínio do jogo para o adversário.
CONFIANÇA EXAGERADA
Mas pior mesmo foi ver Ranielle pedindo o fim da partida para levar a decisão para os pênaltis. Uma confiança exagerada, pois abdicou do ataque, mesmo sabendo que a defesa do Gama era vulnerável e que poderia chegar ao empate e a classificação nos 90 minutos.
SOMA DE ERROS
O treinador tem sua parcela de responsabilidade, como acontece em qualquer derrota. E as escolhas durante o jogo, juntamente com os erros individuais, custaram a classificação. No futebol, raramente um único culpado explica uma eliminação. No caso do América, foi a soma de erros.
WALLYSON NÃO DECEPCIONA
O ABC de Waguinho era o favorito e mostrou dentro de campo. Amassou o time do Mato Grosso. Levou um gol por conta dos bons avanços de Jhosefer, mas nada que ameaçasse a classificação que teve como grande destaque o Mago, que deu duas assistência e ainda fez um belo gol.
RECORDE DE PÚBLICO
A Frasqueira bateu o recorde de público na temporada. Foram 21.955 torcedores presentes na Arena das Dunas, quebrando o próprio recorde do clube que havia sido de 18.945 contra o Águia de Marabá pela terceira fase da Série D.
VOLTA AOS GRAMADOS
Depois de 429 dias longe dos gramados, a potiguar Priscila voltou a disputar um jogo oficial após se recuperar de uma lesão no ligamento cruzado anterior do joelho. A atacante entrou no segundo tempo da vitória do América do México sobre o Tigres.

