Uma doença silenciosa interrompeu a rotina de um dos maiores talentos da música brasileira, que hoje vive de forma mais reclusa, cercado pelo cuidado da família e pela força de um legado que segue intacto na memória do país.
O cantor Milton Nascimento, um dos nomes mais importantes da música brasileira, vive aos 83 anos uma fase mais reservada da vida pública após ser diagnosticado com demência por corpos de Lewy (DCL), condição neurodegenerativa que afeta funções cognitivas e motoras. As informações são do Portal Dol.
Nascido em 26 de outubro de 1942, no Rio de Janeiro, Milton construiu uma carreira que atravessa gerações e fronteiras. O reconhecimento nacional veio em 1967, quando a canção “Travessia” ganhou destaque no Festival Internacional da Canção e abriu caminho para uma das trajetórias mais respeitadas da MPB.
Ao longo de mais de seis décadas, Milton Nascimento lançou 34 álbuns e acumulou importantes prêmios internacionais, incluindo cinco estatuetas do Grammy Awards e reconhecimentos no Grammy Latino.
O artista também foi peça central na criação do movimento Clube da Esquina, ao lado de nomes como Lô Borges e Márcio Borges, que redefiniu a sonoridade da música popular brasileira a partir dos anos 1970.
Entre seus clássicos estão “Cais”, “Trem Azul”, “Cravo e Canela”, “Para Lennon e McCartney” e “Nada Será Como Antes”, canções que ganharam o mundo em regravações de artistas como Elis Regina, Caetano Veloso, Chico Buarque e Maria Bethânia.

