O cantor e compositor potiguar Gilson morreu neste sábado (30), aos 73 anos. Conhecido nacionalmente pelo sucesso “Casinha Branca”, o artista estava internado nas últimas semanas em Minas Gerais devido a problemas de saúde. A causa da morte não foi divulgada pela família.
Natural de Macau, Gilson Vieira da Silva nasceu em 1º de agosto de 1952 e construiu uma trajetória que o transformou em um dos nomes potiguares de maior projeção na música popular brasileira. Ainda jovem, viveu entre Macau e Natal antes de se mudar para o Rio de Janeiro em busca da carreira artística.
Seu maior sucesso foi a canção Casinha Branca, lançada no fim da década de 1970. A música ganhou projeção nacional ao integrar a trilha sonora da novela Marron Glacê, exibida em 1979, e permaneceu entre as mais executadas do país durante meses. Ao longo dos anos, tornou-se um clássico da música brasileira e foi regravada por artistas como Maria Bethânia e Fábio Jr..
Potiguar que conquistou o Brasil
Embora tenha alcançado reconhecimento nacional, Gilson sempre manteve suas raízes ligadas ao Rio Grande do Norte. Sua trajetória é frequentemente lembrada como uma das mais importantes da música produzida por artistas potiguares.
Além de “Casinha Branca”, o compositor também assinou sucessos que marcaram a MPB. Entre eles está Verdade Chinesa, eternizada na voz de Emílio Santiago, além de “Fim de Solidão”, gravada por José Augusto.
Ao longo da carreira, lançou discos como Vitrine, Encontro Casual e Tempo Bom, consolidando uma obra marcada pelo romantismo e por letras que permaneceram na memória afetiva de gerações de brasileiros.
Últimos anos
Nos últimos anos, Gilson vivia no distrito de Boa Família, em Muriaé, interior de Minas Gerais. O falecimento foi confirmado neste sábado e gerou manifestações de pesar de fãs, músicos e admiradores nas redes sociais.
Com uma carreira iniciada ainda na juventude e marcada por composições de enorme alcance popular, Gilson deixa um legado importante para a música brasileira e para a cultura do Rio Grande do Norte. Seu nome seguirá eternizado principalmente por “Casinha Branca”, uma das canções mais emblemáticas da MPB.

