Um homem de 24 anos foi indiciado pela Polícia Civil de Minas Gerais após se recusar a devolver R$ 723,63 recebidos por engano por meio do Pix, em Patos de Minas, na região do Alto Paranaíba. Além de não restituir o dinheiro à verdadeira proprietária, o suspeito bloqueou o canal de comunicação utilizado pelos investigadores que tentavam esclarecer o caso. A conclusão da investigação foi divulgada na sexta-feira (16).
Segundo informações da Polícia Civil, o caso começou em 14 de agosto de 2025, quando uma mulher de 37 anos tentou transferir dinheiro para outra conta bancária de sua própria titularidade. No entanto, ao digitar incorretamente a chave Pix, acabou enviando a quantia para a conta de um desconhecido.
Ao perceber o erro, a mulher tentou entrar em contato com o destinatário para solicitar a devolução. Conforme o relato apresentado aos policiais, o homem chegou a responder às primeiras mensagens, mas passou a apresentar diferentes justificativas para adiar o pagamento.
Apesar das tentativas, o dinheiro não foi devolvido. Diante da situação, a vítima procurou uma Base de Segurança Comunitária da Polícia Militar em 25 de agosto de 2025, onde recebeu orientação para registrar o caso junto à Polícia Civil.
Suspeito bloqueou contato dos investigadores
Durante a investigação, os policiais identificaram o destinatário da transferência e tentaram estabelecer contato formal para esclarecer os fatos.
Segundo o relatório policial, o homem se recusou a fornecer informações sobre sua identidade e bloqueou o canal de comunicação utilizado pelos investigadores em um aplicativo de mensagens.
A atitude foi registrada durante as diligências e considerada na apuração sobre a retenção do dinheiro, que havia sido recebido por erro de digitação.
Após reunir os elementos da investigação e receber a representação criminal da vítima, a Polícia Civil decidiu indiciar o suspeito pelo crime de apropriação de coisa havida por erro, previsto no artigo 169 do Código Penal.
O procedimento foi concluído e encaminhado ao Juizado Especial Criminal da Comarca de Patos de Minas, responsável pela análise das próximas providências judiciais.

