O Governo do Rio Grande do Norte recebeu, nesta terça-feira (12), o Plano Estratégico de Crescimento Verde, documento que reúne diretrizes voltadas ao desenvolvimento sustentável do estado, integrando geração de renda, conservação ambiental e inclusão social.
A entrega foi feita à governadora Fátima Bezerra pela Fundação IDH, organização civil holandesa responsável pela elaboração do estudo em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Rio Grande do Norte.
O plano foi construído a partir de oficinas, entrevistas e consultas realizadas com representantes do setor produtivo, universidades, organizações sociais, gestores públicos e lideranças territoriais. O objetivo é orientar políticas públicas e investimentos voltados à sustentabilidade e ao aproveitamento das potencialidades econômicas do estado.
Segundo a governadora, o documento dialoga diretamente com políticas já desenvolvidas pela gestão estadual, especialmente nas áreas de sustentabilidade e inclusão socioprodutiva. Ela destacou que o material contribui para fortalecer estratégias de desenvolvimento alinhadas à preservação ambiental e à redução das desigualdades sociais.
O diagnóstico elaborado pelo estudo mapeou desafios e oportunidades nas dez regiões do Rio Grande do Norte, propondo ações específicas para cada território. Entre os principais eixos apresentados estão:
- fortalecimento da agricultura familiar;
- transição energética;
- geração de empregos verdes;
- preservação da Caatinga;
- uso eficiente da água;
- recuperação de áreas degradadas;
- incentivo a cadeias produtivas sustentáveis.
A proposta também destaca o potencial do estado nos setores de energia eólica, solar e hidrogênio verde, defendendo uma expansão energética que beneficie comunidades rurais e territórios tradicionais por meio de qualificação profissional e geração de renda.
Entre as atividades econômicas apontadas como estratégicas estão:
- fruticultura irrigada sustentável;
- algodão agroecológico;
- indústria têxtil sustentável;
- pesca e carcinicultura;
- cadeia produtiva de queijos artesanais;
- caprinocultura e ovinocultura.
O diretor técnico do Sebrae-RN, João Hélio Cavalcanti, afirmou que o documento deverá servir como base para decisões administrativas e econômicas de longo prazo, auxiliando na construção de uma agenda de desenvolvimento sustentável para o estado.
A Fundação IDH destacou ainda que o plano estabelece mecanismos de planejamento, governança e financiamento multissetorial, aproximando poder público, universidades, setor produtivo e sociedade civil em torno de soluções voltadas à eficiência climática e ao crescimento econômico sustentável.

