O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) escalou equipes diplomática e econômica para fazer uma ofensiva junto à União Europeia.
A suspensão da compra de carne brasileira, anunciada pelos países europeus, preocupa o petista. Um dos principais receios é de que a restrição gere impacto na manutenção do acordo entre Mercosul e União Europeia.
Nos próximos dias, assessores econômicos e internacionais devem intensificar o contato com países europeus para esclarecer eventuais dúvidas e acelerar a retomada de exportações.
Lula também considera pedir ajuda a empresários do segmento do agronegócio, em estratégia similar à adotada junto aos Estados Unidos diante do tarifaço de Donald Trump.
No governo brasileiro, a mudança de regra para a importação de carne do Mercosul foi avaliada como uma “facada nas costas”.
A restrição se refere à proibição do uso de antibióticos para promover crescimento ou aumentar a produtividade em animais destinados à produção de alimentos.
O governo brasileiro já publicou resolução proibindo a utilização dos antibióticos reservados para o tratamento de determinadas infecções em humanos.
As regras estão em vigor para produtores europeus desde 2022 e passarão a valer também para exportadores estrangeiros a partir de 3 de setembro.
Segundo a Comissão Europeia, apenas países que apresentarem garantias de conformidade poderão continuar exportando animais e produtos de origem animal ao bloco europeu.
*Com informações de CNN

