Por Fernanda Sabino
A governadora Fátima Bezerra (PT) e o governador eleito Cadu Xavier (PT) deram, nesta quarta-feira (28), o primeiro passo formal para a transição de governo no Rio Grande do Norte. Em encontro na Governadoria, Cadu e a vice-governadora eleita, Larissa Rosado (PSB), foram recebidos pela atual gestão para a formação de uma comissão com 14 integrantes, sendo sete representantes de cada administração. A coordenação ficará sob responsabilidade da controladora-geral do Estado, Luciana Daltro.
Cadu afirmou que o trabalho começou antes mesmo da formalização da comissão e destacou a responsabilidade de assumir o governo a partir de janeiro. “A gente tem uma missão muito nobre.
Eu digo, Larissa, que desde o dia que a gente fez esse resultado, o nosso sentimento é de responsabilidade”, afirmou.
O governador eleito disse que pretende conduzir a futura administração com foco nos serviços públicos e nas necessidades da população. “A gente vai governar junto do povo, junto de quem mais precisa do Estado, que são as pessoas que precisam de saúde pública de qualidade, educação pública de qualidade”, declarou.
Cadu também afirmou que a transição servirá para preparar o novo governo para cumprir os compromissos apresentados durante a campanha. “A gente já está trabalhando para cumprir com todos aqueles compromissos que a gente teve com o nosso povo”, disse.
Segundo o governador eleito, a intenção é concluir os trabalhos da transição até dezembro e deixar a nova equipe de governo definida antes do Natal. A diplomação está prevista para 18 de dezembro. “A gente tem a intenção de terminar os trabalhos da transição até essa data e, no máximo, no dia 20 de dezembro, a gente já está com o novo governo todo formado, tudo anunciado”, afirmou.
Fátima destaca continuidade de projetos e novas obras
Na sequência, Fátima Bezerra ressaltou que a transição permitirá ao futuro governador conhecer projetos em andamento e discutir novas obras diretamente com o governo federal. Segundo ela, Cadu e a atual governadora deverão viajar juntos a Brasília na próxima semana.
“Nós vamos para Brasília. Teremos agenda com a ministra-chefe da Casa Civil, vamos ter audiência também com o Ministério da Fazenda e com o Ministério do Desenvolvimento Regional”, afirmou.
A governadora disse que a agenda terá como prioridade obras já em execução e novos investimentos. “Nós vamos tratar primeiro das obras que estão em curso, emblemáticas, e que, se Deus quiser, é um novo governador que vai construir junto com o presidente Lula”, declarou.
Entre os projetos que deverão entrar nas discussões está a terceira ponte sobre o Rio Potengi, em Natal, apresentada durante a campanha de Cadu como uma das obras prioritárias para a capital.
Fátima destacou ainda que o processo de transição permitirá ao futuro governador assumir o cargo com informações organizadas sobre a estrutura do Estado. “A transição realmente agora, formalmente, iniciada, terá tempo suficiente para que possamos organizar o trabalho com cem por cento de seriedade e dedicação”, afirmou.
Comissão terá perfil técnico e colaborativo
Responsável pela coordenação da transição, Luciana Daltro explicou que a comissão foi concebida para reunir integrantes das duas gestões e ampliar a participação de setores da sociedade.
“Governador eleito e governadora decidiram constituir uma comissão de transição mista e integrada, organizada de modo colaborativo, com membros tanto do governo em exercício quanto indicados pelo governador eleito”, afirmou.
Luciana destacou que a comissão terá participação de servidores públicos e de representantes de diferentes setores da sociedade. “Para além de pessoas que integram o serviço público, foram convidadas pessoas que vieram das relações da economia, da academia e também dos movimentos sindicais. É muito importante essa participação colaborativa de todos os setores da sociedade civil organizada”, afirmou.
A coordenadora afirmou que o trabalho terá como centro o levantamento de informações fiscais, contábeis, patrimoniais e de pessoal, além dos projetos em execução. “Uma comissão de transição se propõe ser integrada, organizada, colaborativa e transparente”, disse.
Segundo Luciana, o objetivo não será apenas reunir informações, mas também identificar problemas e oportunidades para a próxima gestão. “Para além da realização desse diagnóstico, a nossa comissão pretenderá apresentar alguns desafios e as oportunidades de melhoria, de avanços, imprimindo eficiência à administração pública”, afirmou.

