Por Fernanda Sabino
Quando o Diário do RN ganhou as ruas, em 23 de agosto de 2022, o Rio Grande do Norte estava em plena campanha eleitoral. Naquele mesmo período, o Instituto DataVero, criado em 2021, vivia sua primeira eleição geral e começava a ampliar sua presença no mercado de pesquisas. Foi nesse cenário que as trajetórias das duas empresas se encontraram, dando início a uma parceria que atravessou as eleições de 2022 e 2024 e chega a um novo ciclo em 2026.
Fundado pelos jornalistas Túlio Lemos e Bosco Afonso, o DataVero nasceu com a proposta de realizar pesquisas com suporte técnico, científico e tecnológico. Entre as ferramentas adotadas está a geolocalização das entrevistas, que permite registrar horário e coordenadas da coleta, além de armazenar as informações produzidas em campo.
Para Túlio Lemos, fundador do instituto, 2022 marcou a consolidação do DataVero no mercado.
Naquele ano, as pesquisas para as eleições gerais foram realizadas tanto em nível estadual quanto em municípios potiguares, ampliando a atuação da empresa. “Foi quando a gente começou a se destacar no mercado. Mesmo com pouco tempo de vida, o DataVero logo se credenciou como um instituto sério”, relembra.
A parceria com o Diário, iniciada naquele mesmo período, ampliou a projeção do trabalho. “Com o Diário do RN, justamente na campanha de 22, foi que a gente deu uma visibilidade maior ao trabalho. Era uma eleição geral, com Governo, Senado e Presidência, então foi muito importante para nós”, afirma. Segundo Túlio, o resultado foi positivo para os dois lados. “Deu muita visibilidade ao Diário e deu muita visibilidade ao Instituto DataVero.”
2024 amplia atuação
Dois anos depois, as eleições municipais marcaram uma nova etapa. O DataVero realizou mais de 100 pesquisas em diferentes municípios, entre levantamentos destinados à divulgação e trabalhos de consumo interno de candidatos, mantidos sob sigilo.
Em Natal, o instituto acompanhou as mudanças no cenário ao longo da campanha. No primeiro turno, as pesquisas registraram a tendência de crescimento de Natália Bonavides e a perda de força de Carlos Eduardo. Já no segundo turno, o último levantamento apontou Paulinho Freire com 56,56% dos votos válidos e Natália com 43,44%. Nas urnas, o resultado foi de 55,34% contra 44,66%, cravando o resultado dentro da margem de erro da pesquisa.
“Fechamos 2024 com chave de ouro, no segundo turno, na eleição de Natal. Foi um resultado muito próximo daquilo que a gente tinha apontado”, destaca Túlio. Para ele, o desempenho consolidou o trabalho desenvolvido desde a criação do instituto. “Foi o coroamento de um trabalho sério, de um trabalho com muita dedicação”, afirma.
Novo ciclo em 2026
Em 2026, Diário do RN e DataVero voltam a acompanhar juntos uma eleição estadual. O instituto já realizou pesquisas públicas e de consumo interno, com resultado restrito ao contratante; e passou a programar novas rodadas em períodos próximos a acontecimentos que podem interferir na percepção do eleitor, como convenções, debates e agendas políticas.
“A pesquisa nada mais é do que uma fotografia da realidade”, resume Túlio. Para ele, cada levantamento registra o cenário daquele momento. “A pesquisa fotografa aquele instante. Depois, pode acontecer um debate, uma convenção, uma declaração ou qualquer outro fato que mude a percepção do eleitor”, explica.
Por isso, segundo Túlio, o acompanhamento precisa ser contínuo ao longo da disputa. “Um fato que acontece hoje pode mudar a realidade amanhã. Então, você tem que fazer uma nova pesquisa para captar esse novo sentimento do eleitor”, complementa.
Quatro anos depois, a parceria chega às eleições de 2026 consolidada na cobertura política do Diário. Para Túlio, os levantamentos e a proximidade dos números com as urnas fortaleceram a confiança no trabalho. “A credibilidade é o nosso maior patrimônio. É isso que dá confiabilidade à pesquisa e faz com que as pessoas acreditem no trabalho que está sendo apresentado”, conclui.

