UM PACTO PELO DESENVOLVIMENTO
A busca por um projeto claro, arrojado e duradouro de desenvolvimento econômico ganhou um capítulo decisivo no Rio Grande do Norte. A recente reunião entre lideranças da Assembleia Legislativa e a diretoria da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN) simboliza mais do que um simples alinhamento institucional: trata-se da convergência necessária entre a formulação de políticas públicas e o setor produtivo para destravar o futuro industrial potiguar.
O encontro historiou demandas históricas e colocou no centro da pauta o maior ativo estratégico que o Estado possui na atualidade: a liderança consolidada na geração de energia limpa. Abençoado por ventos constantes e altos índices de irradiação solar, o RN estabeleceu-se como referência nacional e internacional em matriz eólica e fotovoltaica. Contudo, o grande diagnóstico saído da mesa de conversas é direto: não basta apenas produzir e exportar energia para o Sistema Interligado Nacional. É preciso transformar essa abundância energética em fator de atração e transformação de matérias-primas dentro do próprio solo potiguar.
A riqueza do Rio Grande do Norte é vasta e multifacetada. Da sólida produção salineira no litoral setentrional — obtida pelo processo natural de captura e evaporação da água do mar — à extração mineral no Seridó, passando pelo agronegócio irrigado e pela tradição do setor têxtil, o Estado dispõe de bases consolidadas. O salto qualitativo, portanto, exige conectar essa energia limpa e competitiva à agregação de valor dos nossos produtos regionais, convertendo vocações naturais em parques fabris modernos.
Para que essa engrenagem de fato funcione, contudo, duas peças-chave precisam se encaixar com urgência. A primeira é o investimento massivo e contínuo em pesquisa, ciência e inovação. A reindustrialização moderna exige inteligência aplicada, conectando as indústrias às universidades e centros de tecnologia para desenvolver o hidrogênio verde, novas soluções de armazenamento e refino mineral.
A segunda peça — e talvez a mais determinante — é o envolvimento total e irrestrito dos representantes do Governo do Estado. A atuação do Poder Executivo não pode ser passiva ou puramente burocrática; exige-se uma postura proativa na liderança das políticas de incentivo fiscal, segurança jurídica, desburocratização e modernização da infraestrutura logística. Sem o engajamento direto e a sinergia entre o Executivo estadual, o Legislativo e a iniciativa privada, a transformação industrial corre o risco de estagnar em promessas.
O momento exige um verdadeiro pacto pelo futuro do Rio Grande do Norte.
FEDERAL
O silêncio da Controladoria Geral da União – CGU e da Polícia Federal – PF quanto a apuração dos fatos envolvendo a Operação Mederi, acontecida há quase sete meses, tem incomodado os políticos envolvidos e a oposição.
INCÔMODO
O que tem se tornado incômodo para os envolvidos na Operação Mederi, que ocorreu no dia 27 de janeiro, é exatamente a falta de informação sobre o andamento das investigações que, a qualquer momento, pode surpreender em plena campanha eleitoral.
PERSONAGEM
Para o ex-prefeito de Mossoró, Alysson Bezerra, candidato ao governo do estado pela Coligação União Progressista e um dos envolvidos na Operação Mederi, que inclusive teve seus celulares e notebook apreendidos pela PF, a expectativa é maior ainda.
APREENSÃO
Qualquer informação que saia da Policia Federal e que venha comprometer a honestidade do ex-prefeito Alysson Bezerra pode ser fatal para o seu peito em se tornar governador do estado. Por enquanto, segundo pesquisas, Alysson segue líder na preferência do eleitorado potiguar.
CAMPANHA
No momento, entre candidatos e candidata ao governo do estado, apenas Alysson Bezerra, apesar de não existir nenhuma denúncia formalizada contra ele, é o único a estar envolvido com as denúncias anunciadas pela Polícia Federal, resultado da Operação Mederi. É aguardar os próximos capítulos.
PALOCCI
De homem de extrema confiança, o ex-ministro Antônio Palocci se transformou em desafeto do presidente Lula e do Partido dos Trabalhadores, desde o episódio da Operação Lava-Jato quando detalhou esquemas envolvendo o Chefe do Executivo.
ANÁLISE
Agora, o ex-Ministro da Fazenda Antônio Palocci foi procurado por economistas que atuam no mercado norte-americano para fazer uma análise da campanha de Lula contra Flávio Bolsonaro.
ANÁLISE 2
Mesmo reconhecendo que a direita é majoritária no Brasil, Palocci diz que há chance real de Flávio Bolsonaro perder a eleição, “por conta de que a direita está totalmente dividida”, mas não vê chance de Lula ganhar a eleição já no primeiro turno.
SONHO
Sobre essa possibilidade de Lula ganhar a eleição para o seu concorrente ainda no primeiro turno, Palocci foi irônico ao afirmar que “esse é um desejo antigo do Partido dos Trabalhadores. Mas ficará na lista dos sonhos”.

