A INTROMISSÃO IDEOLÓGICA NA PUNIÇÃO DA YPÊ
O cenário atual do Brasil revela uma fratura social tão profunda que a realidade técnica passou a ser filtrada por lentes ideológicas, transformando até o sabão em pó em munição de guerra cultural. O episódio envolvendo a Anvisa e a empresa Ypê é o sintoma terminal de uma sociedade que perdeu a capacidade de distinguir entre segurança sanitária e palanque partidário.
Quando a Anvisa determinou a suspensão de lotes de produtos de limpeza da Ypê, a reação de figuras como Michelle Bolsonaro e o empresário Luciano Hang foi imediata e sintomática. Sem apresentar um único laudo técnico, alegaram “perseguição política” pelo fato de os proprietários da empresa terem apoiado o ex-presidente. É uma tática deliberada de confusão pública: transformar o cumprimento do dever estatal em retaliação ideológica.
A realidade, contudo, é menos romântica e mais pragmática. A Anvisa opera sob critérios de Gerenciamento de Risco. No caso da Ypê, a medida foi motivada pela identificação de desvios de qualidade que poderiam comprometer a segurança do consumidor — uma decisão mantida por unanimidade pelos técnicos da agência na última sexta-feira, 15.
A coluna pesquisou e verificou que para qualquer indústria, os critérios da Anvisa são claros e impessoais: 1) Boas práticas de fabricação (BPF), com verificação de higiene, armazenamento e manipulação; 2) Estabilidade e Composição: Garantia de que o produto não sofrerá alterações químicas e perigosas durante sua vida útil; e 3) Rastreabilidade: Capacidade de identificar e recolher lotes específicos que apresentem irregularidades.
É repulsivo observar lideranças políticas incitarem a população contra um órgão regulador cujas decisões visam, em última instância, impedir que o cidadão leve para casa um produto contaminado ou ineficaz. Ao politizar a vigilância sanitária, esses atores não defendem o livre mercado; eles promovem a desinformação.
Tentar convencer o público de que uma bactéria ou um erro de envase tem partido político é um insulto à inteligência nacional. Quem tenta confundir a opinião pública dessa forma demonstra um desprezo perigoso pelas instituições e pela segurança física da população, colocando o “nós contra eles” acima da saúde coletiva. No fim das contas, para o radicalismo, a verdade é apenas um detalhe descartável diante do engajamento.
PERIGRINAÇÃO
Quem esteve peregrinando pelas regiões salineira e do mato grande foi o vice-governador Walter Alves, com o objetivo de ampliar apoios à sua candidatura a deputado estadual pelo MDB. Com a ampliação de suas bases, Waltinho fortalece sua corrida para ser o “puxador de votos” do MDB.
FORTALECENDO
Ao fortalecer suas bases para ampliar as possibilidades de se tornar o grande “puxador de votos”, Walter Alves fortalece o partido e ajuda a eleger mais dois ou três nomes do seu MDB, que tem uma nominata formada por ex-deputado, ex-prefeitos e ex-vereadores da Capital e do interior.
SENADORA
Entre suas ações na Câmara Alta, em Brasília, e sua permanência no Rio Grande do Norte, a senadora Zenaide Maia (PSD) tem circulado nos colégios eleitorais com o objetivo de chegar na ponta. Atualmente, Zenaide se mantêm como a segunda mais votada para renovar o seu mando no Senado Federal.
MPRN
O ex-prefeito Alysson Bezerra (União Brasil) tem evitado comentar as notas que o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) tem emitido sobre o fracasso de sua gestão frente a Prefeitura de Mossoró.
FUGINDO
Falar a Alysson sobre essas notas emitidas pelo MPRN e comentar sobre As ações da Policia Federal na Operação Mederi faz com que ele fuja, como o “diabo foge da cruz”. São dois assuntos indigestos para o ex-prefeito de Mossoró.
DEFINIÇÃO
Depois das ultimas declarações da candidata ao Senado Samanda Alves (PT) de que o partido ainda estava avaliando qual nome definir para disputar a segunda vaga da Câmara Alta, quem ainda tinha dúvida, dissipou depois do pronunciamento da governadora Fátima Bezerra.
DEFINIÇÃO 2
Na chapa liderada por Cadu Xavier, o Partido dos Trabalhadores (PT) vai mesmo apoiar Rafael Motta (PDT) como o segundo nome para disputar o Senado Federal. A outra vaga que já estava definido em torno da vereadora Samanda Alves (PT).
LINGUAGEM
Líderes do Partido dos Trabalhadores e o deputado Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB) estão falando a mesma linguagem em torno de prazos para definições.
GESTO
Por um lado, o deputado Ezequiel Ferreira de Souza, que ainda não definiu qual candidatura a Governo do Estado irá apoiar, mas assegura que até o inicio de julho estará se definindo. Por outro lado, o PT também diz que a definição em torno do companheiro(a) de Cadu só definirá após o final de junho.
CONVERSA
Ezequiel não está conversando apenas com o PT. Ele conversa também com lideranças mais próximas de Álvaro Dias, mas também não descarta apoiar a candidatura de Alysson Bezerra.

