Barragens e açudes do Rio Grande do Norte passam por obras de recuperação, modernização e adequação para a operação do Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF). As intervenções envolvem estruturas estratégicas para abastecimento humano, irrigação e controle da vazão de água que chegará ao Estado pelo Ramal do Apodi.
Representantes do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) e do Governo do Estado realizaram, nesta quinta-feira (10), uma visita técnica às estruturas hídricas da região Oeste potiguar.
A Barragem de Pau dos Ferros, localizada em José da Penha, é uma das principais estruturas incluídas no cronograma de adequações. O reservatório terá papel no controle da vazão da água recebida pelo Ramal do Apodi e na liberação do volume destinado ao sistema hídrico estadual.
A obra contempla a recuperação da barragem e a implantação de uma tomada d’água suplementar com duas válvulas dispersoras. Cada equipamento terá capacidade para liberar 25 metros cúbicos de água por segundo. Juntas, as estruturas poderão operar com vazão de até 50 m³/s, volume previsto para o Ramal do Apodi.
Segundo o cronograma, a intervenção em Pau dos Ferros alcançou cerca de 80% de execução e tem previsão de conclusão em novembro de 2026.
Santa Cruz do Apodi terá estrutura modernizada
Durante a agenda, também foi assinada a ordem de serviço para recuperação e modernização da Barragem Santa Cruz do Apodi. A intervenção será executada pelo DNOCS e contempla uma estrutura utilizada para abastecimento humano e irrigação.
O reservatório é considerado estratégico para o Oeste potiguar por atender diferentes demandas da população e do setor produtivo da região.
Além da Santa Cruz do Apodi, a programação incluiu a comunidade Barra do Catulé, onde equipes identificaram pontos de vulnerabilidade nas travessias existentes às margens do Açude Flecha.
O local recebe passagem da vazão do PISF e, para permitir a manutenção da travessia utilizada pelos moradores, o fluxo da transposição passou por um desvio temporário. A medida possibilitou a execução de uma passagem molhada provisória na comunidade.
Açude de Angicos recebe intervenção
Outro reservatório vistoriado foi o Açude de Angicos, que atende ao abastecimento humano e à dessedentação animal. O equipamento possui capacidade de armazenamento de 4,29 milhões de metros cúbicos de água.
A obra, executada pelo DNOCS, está com 12% de execução física e tem previsão de conclusão em fevereiro de 2027.
As intervenções fazem parte do conjunto de ações para adequar a infraestrutura hídrica do Rio Grande do Norte à chegada das águas do Rio São Francisco, ampliando a capacidade de distribuição e segurança hídrica no interior do Estado.

