O avião de pequeno porte que caiu no domingo (1º) em uma área residencial da Flórida, nos Estados Unidos, pode ter começado a se partir ainda no ar, antes de atingir o solo. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (2) pelo Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos (NTSB), órgão federal responsável pela investigação de acidentes aéreos. A tragédia deixou nove mortos, incluindo a copilota Nathalia Gadelha Filgueiras, de 20 anos, filha de brasileiros.
Durante uma coletiva de imprensa, o investigador Tom Chapman, integrante do NTSB, afirmou que os primeiros levantamentos apontam para a possibilidade de desintegração parcial da aeronave antes do impacto. Os destroços foram encontrados espalhados por uma extensa área, incluindo campos esportivos, imóveis comerciais e residências, a até aproximadamente 800 metros do local da queda.
O acidente envolveu um jato executivo Learjet 60, fabricado pela Bombardier, que havia decolado de Austin, no Texas, com destino às Bahamas. A aeronave caiu na cidade de Greenacres, no condado de Palm Beach, durante um período de fortes chuvas e tempestades.
Segundo informações divulgadas pelo NTSB e reproduzidas pelas agências Reuters e Associated Press, a aeronave atingiu o solo em alta velocidade, provocando uma explosão e deixando uma grande cratera nas proximidades de uma área residencial.
Pilotos relataram gelo e turbulência antes da queda
As comunicações entre a tripulação e os controladores de tráfego aéreo revelam que os pilotos enfrentaram condições meteorológicas adversas momentos antes do acidente.
De acordo com os investigadores, a aeronave voava a aproximadamente 35 mil pés de altitude, o equivalente a 10,7 quilômetros, quando a tripulação informou a presença de gelo e turbulência moderada.
Os pilotos solicitaram autorização para subir mais 2 mil pés, cerca de 610 metros, na tentativa de melhorar as condições de voo. O pedido foi autorizado, mas, menos de 30 segundos depois, a situação se agravou.
A aeronave começou a perder altitude rapidamente, chegando a registrar uma velocidade de descida de aproximadamente 22 mil pés por minuto, equivalente a 6,7 quilômetros por minuto.
Durante a emergência, os pilotos transmitiram pedidos de socorro e informaram que o avião estava em condição de excesso de velocidade.
As condições meteorológicas são consideradas um dos principais focos da investigação, mas as autoridades ressaltam que ainda não é possível determinar se o mau tempo provocou diretamente a queda.

