O Mapeamento dos Negócios de Turismo da Cidade de Natal foi apresentado nesta quarta-feira (14) como resultado de um termo de fomento entre Prefeitura do Natal, por meio da Secretaria Municipal de Turismo (Setur), e o Sebrae-RN. O objetivo é apropriar-se dos resultados para traçar planos e ações para reaquecer o setor do turismo, através do diagnóstico do setor na capital referente aos anos de 2019 e 2021.
Este foi o primeiro mapeamento do turismo realizado em 54 anos e os questionários foram aplicados nos segmentos de: hospedagem, bares e restaurantes, agências de turismo, lojas de artesanato, lazer e bugueiros, em onze bairros turísticos de nossa cidade.
A secretária de turismo de Natal, Ohana Fernandes, ressaltou a importância desse mapeamento: “Serve para mostrar as dificuldades e quais os pontos que podemos melhorar para fomentar ainda mais o nosso setor turístico”. Além disso, a secretária enfatizou que o material serve como um portfólio para que empresas privadas possam entender o potencial turístico que Natal ainda tem para desenvolver: “Natal ainda tem muito a crescer, um potencial de infraestrutura turística, aliado às obras que estão sendo realizadas e ao projeto de parceria público-privada para fortalecer o setor”, destacando ainda que esse é um projeto antigo: “esse mapeamento teve início com o secretário anterior, Fernando Fernandes, e estamos dando continuidade”.
Segundo o relatório apresentado, durante o período da pesquisa, o setor turístico movimentou 18.242 empregos diretos nos mais diversos segmentos, sendo o setor de bares e restaurantes com o maior número de empregados, sendo 10.563 trabalhadores, seguido do setor de hotelaria com 4.454.
Para o presidente da ABIH-RN, Abdon Gosson, pesquisas como essa são de fundamental importância para o setor não só por números, mas para saber o comportamento do turismo, quem são os turistas que estão chegando na nossa cidade: “não é apenas o trabalho de promover ou divulgar o destino lá fora, é saber como está o crescimento de cada serviço e saber o que podemos ofertar”, ressaltou ainda a mudança no perfil desse turista, dos modelos de novos hotéis: “com esses números a gente tem condição de saber exatamente como é o perfil desse cliente, se de classe média ou alta. Além disso, estamos percebendo a chegada de um turismo de luxo, com a implantação de hotéis e restaurantes luxuosos e com esses dados podemos nos embasar para realizar uma adaptação a esses novos modelos”.
Apesar de ser um número baseado em anos anteriores e atingidos diretamente pela pandemia do Covid-19, a expectativa é que novos rumos sejam tomados. Abdon Gosson ressaltou que esses resultados não podem ficar apenas no papel: “A partir dessa iniciativa é preciso que os órgãos competentes tracem planos, invistam no turismo, não podemos deixar que daqui a pouco se perca e nada seja feito”.

