SELEÇÃO NÃO TEM MEIO-CAMPO
A Seleção Brasileira sofre com uma deficiência técnica preocupante no meio-campo. Falta criatividade, qualidade no passe e, principalmente, jogadores capazes de quebrar as linhas adversárias e assumir o protagonismo. O problema ficou evidente na convocação de Carlo Ancelotti para os amistosos contra Japão e Singapura. Dos sete meio-campistas chamados, Gabriel Bontempo (foto), do Santos, é um dos poucos que despertam alguma expectativa pela capacidade de encontrar espaços e tentar jogadas diferentes. Os demais, na minha avaliação, não apresentam o diferencial necessário para transformar o setor em uma força da Seleção. Danilo, do Botafogo, inclusive, vem decepcionando. André Luiz, do Corinthians, Andrey Santos, Bruno Guimarães, João Gomes e Marlon Gomes são jogadores que podem contribuir, mas falta ao grupo um meia capaz de organizar o jogo, ditar o ritmo e oferecer soluções quando o adversário fecha os espaços. O problema vai além de Ancelotti. O futebol brasileiro parece priorizar cada vez mais a força física e a disciplina tática, deixando em segundo plano a criatividade e a qualidade técnica.
Estamos formando jogadores que correm e marcam, mas poucos que pensam e decidem.
ATAQUE PREJUDICADO
Uma Seleção Brasileira que pretende voltar ao topo do futebol mundial precisa de um meio-campo que jogue, crie e faça a diferença. Sem isso, até os melhores atacantes terão dificuldades para brilhar, pois a bola não chega com qualidade ao ataque.
BONTEMPO
Gabriel Bontempo é ainda o único que oferece características que fazem falta ao setor. É o tipo de jogador que merece ser observado com atenção, especialmente diante da dificuldade de encontrar atletas capazes de romper linhas defensivas com qualidade.
BRUNO GUIMARÃES
Bruno Guimarães, por exemplo, possui experiência internacional e qualidades reconhecidas, mas a Seleção precisa encontrar a melhor maneira de aproveitar seus atributos e construir um setor equilibrado ao seu redor. Mas falta qualidade para encontrar espaços.
RESPONSABILIDADE
Os clubes têm responsabilidade nesse processo de formar meio-campistas, assim como as categorias de base e os próprios treinadores. O jovem precisa aprender a marcar, pressionar e recompor, mas também deve ter liberdade para pensar, arriscar e desenvolver recursos técnicos.
COPA ATLÂNTICO
O QFC SAF não está para brincadeira. Está oferecendo todo o apoio e estrutura para a delegação que vai disputar a Copa Atlântico, Sub-19, em Pernambuco. O clube sabe que olheiros de todo o país estarão acompanhando a competição. Um momento importante para negociar jogadores.
GRUPO FORTE
Na Copa Atlântico, o QFC integra o concorrido Grupo A, ao lado de grandes camisas do futebol brasileiro. Os adversários da Águia na primeira fase serão: os poderosos Grêmio-RS, Santos-SP, Sport-PE, além do Atlético-PI, Serrano-RJ e Vera Cruz-PE. A estreia é hoje contra o Serrano-RJ.

