CORONEL
A ação impetrada pelo coronel Allyson Bezerra contra o Diário do RN, vai além da simples tentativa de intimidar um veículo de comunicação não adestrado às suas ordens e conveniências. É bem pior. E diz mais sobre Allyson do que sobre a campanha em si.
INTERFERÊNCIA
Allyson buscou o Judiciário para interferir e modificar uma manchete do jornal simplesmente porque não estava de acordo com o que ele gostaria que fosse publicado. Uma interferência indevida e absurda num veículo de comunicação.
VERDADE
O pior é que na ação judicial de Allyson, ele cita que o material publicado é verdadeiro, os números da pesquisa são inquestionáveis. Porém, como o cenário publicado não foi o que ele gostaria que fosse, o menino mimado de Mossoró buscou a Justiça para usar o Judiciário para interferir num conteúdo correto.
CENSURA
Além da interferência na escolha editorial, Allyson foi mais além e pediu que a Justiça censure publicações futuras que possam estar em desacordo com o que ele pensa que deve ser.
CENSURA II
Um político questionar a veracidade de um conteúdo publicado é um direito dele. Buscar a Justiça para reparar uma informação inverídica, uma acusação falsa, a adulteração de um documento ou coisa semelhante, também é impositivo que isso aconteça. Ele precisa zelar por sua reputação.
Está certíssimo. Mas esse não é o caso de Allyson. O dele é bem diferente.
CENSURA III
Em nenhum momento Allyson questiona a veracidade da informação publicada no Diário do RN.
Pelo contrário. Ele confirma que os dados são verdadeiros. O que o torna ainda pior. É a essência do coronelão do passado que o jovem Allyson encarna no presente. Um ditador que adora censurar o que não lhe convém.
FUTURO
O que pensar de um candidato que busca a Justiça para obrigar um veículo de comunicação a fazer uma manchete do jeito que ele quer? Está na condição de candidato, que precisa ter cuidado com a repercussão de suas atitudes.
FUTURO II
Se, como candidato, Allyson empunha um chicote contra a imprensa não adestrada, imagina se um homem desses chegar a ser eleito governador do estado? Seria o fim da imprensa livre e o carnaval dos chapa branca e dos babões remunerados.
CONFIANÇA
As atitudes de Allyson não batem com o seu discurso de que vai ganhar no primeiro turno. Molecagens em debate, ações judiciais intimidatórias por nada, perseguição a jornalistas e institutos de pesquisa que não se dobram. Quem está confortável, não age dessa forma. Isso é coisa de quem não está vendo um bom cenário real. Ou o medo dos fantasmas da Mederi chegando em plena semana da eleição.
CINISMO
Senador Styvenson Valentim ganhou o Oscar do cinismo. Em entrevista à Inter TV, disse que em política vale tudo, quando está no período da campanha. Vomitou essa pérola para justificar que chamou a chapa integrada por Milena Galvão de catrevagem. Será que pode chamar Styvenson de adjetivos parecidos? Afinal, é campanha. E em campanha, vale tudo.
ABANDONO
Senador Rogério Marinho está sendo massacrado nos bastidores da campanha de Álvaro Dias. E com razão. Rogério simplesmente abandonou a candidatura de Álvaro, deixou as lideranças ao relento e até sustou pagamento do fundo eleitoral para o candidato do PL no RN. A questão agora é saber por qual motivo Rogério está trabalhando para derrotar Álvaro Dias.

