A Polícia Civil do Rio Grande do Norte prendeu dois irmãos suspeitos de integrar um grupo especializado em furtos contra usuários de caixas eletrônicos. A dupla, uma mulher de 20 anos e um homem de 23 anos, foi localizada no Rio de Janeiro com apoio da Polícia Civil fluminense.
Segundo as investigações, os suspeitos atuavam na Zona Sul de Natal e utilizavam um método conhecido como “chupa-cabra”, no qual criminosos instalam dispositivos em terminais bancários ou realizam a troca do cartão da vítima durante uma falsa ajuda.
Os irmãos são investigados pelos crimes de furto triplamente qualificado, supressão de documento particular e associação criminosa.
Turista italiano teve prejuízo de cerca de R$ 42 mil
De acordo com a Polícia Civil, o crime investigado ocorreu em uma agência bancária da Zona Sul de Natal e teve como vítima um turista italiano, idoso, que buscava realizar um saque.
Durante a ação, os suspeitos teriam se aproximado da vítima, simulado uma dificuldade no atendimento e conseguido trocar o cartão bancário por outro. Depois, realizaram compras e saques indevidos.
O prejuízo ultrapassou 6 mil euros, valor equivalente a aproximadamente R$ 42 mil.
Grupo teria atuação em outros estados
As investigações apontaram que os irmãos atuavam com pelo menos outros dois integrantes. Segundo a Polícia Civil, o grupo seria formado por pessoas da cidade de Guarabira, na Paraíba, com histórico de envolvimento em crimes semelhantes.
Durante as diligências, os policiais identificaram que os suspeitos estavam no Rio de Janeiro. No estado, os dois foram presos enquanto, conforme a investigação, tentavam aplicar novamente o mesmo golpe em um terminal eletrônico.
Prisões tiveram apoio da Polícia Civil do RJ
Após localizar os suspeitos, a Polícia Civil potiguar solicitou apoio operacional à corporação do Rio de Janeiro para cumprir os mandados expedidos pela Justiça.
A ação conjunta resultou na prisão dos dois irmãos, que permanecem à disposição do Poder Judiciário.
A Polícia Civil reforça que informações sobre crimes podem ser repassadas de forma anônima pelo Disque Denúncia 181.

