O Rio Grande do Norte avançou na expansão da rede de gás natural canalizado com a implantação de 52 quilômetros de gasoduto na região da Costa Branca. O projeto, executado pela Potigás, recebe investimento superior a R$ 34,5 milhões e foi acompanhado pela governadora Fátima Bezerra nesta sexta-feira (11), durante agenda em Mossoró e Areia Branca.
A nova estrutura tem capacidade para distribuir até 40 mil metros cúbicos de gás natural por dia. Com isso, empresas instaladas na região passam a contar com uma alternativa energética para substituir o uso do gás liquefeito de petróleo (GLP), utilizado atualmente por parte do setor produtivo.
Em Mossoró, Fátima visitou a Salina Uirapuru, uma das empresas beneficiadas pela chegada do gasoduto. A unidade iniciou um processo de modernização após a substituição do GLP pelo gás natural e ampliou sua estrutura de produção.
A governadora destacou a relevância econômica da atividade salineira para o Estado. Segundo Fátima, o Rio Grande do Norte concentra 98% da produção nacional de sal marinho, com a Costa Branca como principal polo produtor.
“O sal faz parte da identidade do povo potiguar, da paisagem da Costa Branca, da economia da região e, principalmente, da história de milhares de trabalhadores e trabalhadoras que construíram suas vidas nessa atividade. O papel do Estado é ser parceiro da iniciativa privada, trazendo infraestrutura, inovação e condições para tornar essa atividade cada vez mais competitiva e gerar empregos”, disse.
Gasoduto substitui uso do GLP nas empresas
A diretora-presidente da Potigás, Marina Melo, explicou que a mudança para o gás natural reduz etapas de logística e melhora as condições de operação das empresas.
“Antes, eles eram abastecidos com GLP, o que exigia toda uma logística de transporte até aqui. O gás natural, além de ter menos emissões e ser mais sustentável, permite que empresas como a Cimsal trabalhem melhor o beneficiamento dos produtos, agregando mais valor ao que é destinado à exportação e ao mercado interno”, disse.
Além da questão ambiental e operacional, Marina destacou a segurança proporcionada pela nova estrutura.
“O gasoduto também é um método mais seguro. Antes, o GLP vinha de caminhão pelas estradas para abastecimento e era necessário fazer o armazenamento do produto líquido em contêineres dentro das empresas. Com o gasoduto, não. O gás vem por uma estrutura subterrânea, que pode ser ligada e desligada, tornando o processo mais seguro”, detalhou.
O secretário estadual do Desenvolvimento Econômico, Lahyre Rosado, afirmou que a chegada do gás natural amplia as condições de competitividade para o setor produtivo.
“A Sedec atua como ponto de articulação entre o Governo e o setor produtivo, buscando criar condições para ampliar a competitividade e a segurança das empresas”, pontuou.
Areia Branca recebe ponto de abastecimento
Durante a agenda, a governadora também vistoriou o novo ponto de distribuição de gás natural em Areia Branca. A estrutura integra o Polo Gás Sal, projeto da Potigás para levar a rede de distribuição ao interior do Estado.
O diretor técnico e comercial da Potigás, Denis Falcon, explicou que a instalação beneficia diferentes setores da economia regional.
“Hoje, os veículos movidos a gás natural licenciados em Areia Branca precisam ir a Mossoró para abastecer. Agora, teremos um ponto de abastecimento na própria cidade. E, quando falamos em gás, não estamos falando apenas de veículos, mas de toda a sociedade: indústrias, comércio, restaurantes e bares. A ampliação do gasoduto traz para a região uma fonte de energia moderna, segura e competitiva”, apontou.
Durante a programação, o Governo do Estado também apresentou o projeto do Sistema Adutor Costa Branca, que terá 43,1 quilômetros de extensão e investimento de R$ 37,5 milhões.
A obra deve beneficiar cerca de 14 mil pessoas até 2038, atendendo a zona urbana de Areia Branca e comunidades como Pé de Serra, Ponta do Mel, São Cristóvão, Redonda, Morro Pintado e São José.
Com os investimentos em gás natural e abastecimento de água, os aportes em infraestrutura na Costa Branca ultrapassam R$ 70 milhões.

