DECISÃO
Correta a decisão da Justiça Eleitoral ao conceder o direito de Cadu Xavier continuar usando “Cadu de Lula” em sua campanha. A decisão também atingiu sua colega de chapa, Samanda de Lula, que vai poder também usar esse nome na urna eletrônica.
VÍNCULO
A decisão pode até não parecer importante, mas tem um valor expressivo para as campanhas de Cadu e de Samanda. Em especial a de Cadu, que era desconhecido de grande parte do eleitorado e vinculou fortemente seu nome ao do presidente.
CRESCIMENTO
Após a vinda de Lula ao RN, o crescimento da candidatura de Cadu é perceptível. Ainda não é possível identificar se ele está recebendo votos dos indecisos ou se já começou a sentir os efeitos da migração dos eleitores lulistas que dizem votar em Allyson.
PASSADO
Em 2024, a candidatura de Paulinho Freire nasceu sem força eleitoral e desacreditada. Com o decorrer da campanha, o quadro começou a mudar. O favorito, Carlos Eduardo, começou a perder força e foi espremido pelas duas estruturas políticas, o grupo de Álvaro Dias e o do PT.
PASSADO II
O crescimento de Paulinho foi gradativo, assim como o de Natália Bonavides. Ambos cresceram em seus respectivos redutos ideológicos/políticos. O último ficou em primeiro, a penúltima ficou em segundo e o primeiro ficou em terceiro. Assim funciona a dinâmica de uma eleição.
QUEDA
Em campanha, o importante é não cair. Crescer pouco não é ruim; estabilizar em determinado momento é natural. O perigo é a queda. Reverter queda é extremamente difícil, pois se alguém cai é porque há outro subindo justamente no eleitorado de quem está caindo.
ANIMAÇÃO
A pesquisa Quaest, divulgada pela Inter TV, jogou um balde de água gelada na campanha de Allyson e incendiou a campanha de Cadu de Lula. O povo de Álvaro ficou no meio termo.
COMEMORAÇÃO
Bom lembrar aos animados e tristes, que eleição não se ganha ou perde antecipadamente. Um fato novo, um deslize, uma denúncia… tudo pode mudar o rumo do pleito e produzir mudanças nas posições. Como diria Comadre Odete Roitmann, não é de ‘bom tom’ comemorar antecipadamente ou chorar por derrota que ainda não aconteceu.
DEMOCRACIA
Somente a democracia pode produzir cenas que jamais veríamos em outra situação. General Girão processando um delegado federal por abuso de autoridade por questionar uma manifestação pacífica do deputado bolsonarista. Ele está certíssimo. Ainda bem que vivemos em uma democracia plena e ele pode fazer isso.
DEMOCRACIA II
A questão é que Girão, o usuário master da democracia e suas respectivas garantias, também é defensor dos golpistas do 8 de janeiro, defende anistia para Bolsonaro e fez comício na frente de quartel onde a turma pedia a volta da ditadura, além de idolatrar Brilhante Ustra, torturador sanguinário da ditadura militar.
DEMOCRACIA III
Portanto, esse deveria ser um momento de reflexão para a extrema direita. Afinal, se o que Girão pensa e quer em matéria de regime fosse efetivado, com a ditadura reinando, jamais alguém peitaria um delegado da Polícia Federal e nem o processaria por abuso de autoridade. Se ousasse discordar, já estaria no xadrez sendo torturado e depois iria para uma cova rasa.
LEMBRANÇA
Um mossoroense com a memória turbinada por ginkgo biloba, relembra que, na gestão de Rosalba como prefeita de Mossoró, Girão era secretário de Segurança.
LEMBRANÇA II
Num 30 de setembro, Girão comandou a Guarda Municipal com truculência exemplar, chegando bem perto de atos de violência contra manifestantes do Grito dos Excluídos. Era o pleno exercício da liberdade de expressão. E Girão era o que critica hoje, tentando asfixiar a liberdade de um movimento forte, representativo e respeitado.

