O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia, caso seja reeleito, deixar a indicação de Jorge Messias para uma futura vaga ainda não aberta no STF (Supremo Tribunal Federal).
Ao todo, o próximo presidente eleito poderá indicar quatro ministros para a Suprema Corte após as aposentadorias compulsórias dos ministros Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes. A cadeira deixada com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso, em outubro do ano passado, segue vaga.
O petista tem reafirmado que insistirá no nome do ministro da AGU (Advocacia-Geral da União) para um assento na Suprema Corte, mesmo após ele ter sido recusado pelo Senado Federal. No fim de abril, os senadores rejeitaram a indicação de Messias por 42 votos a 34.
Nas últimas semanas, porém, Lula tem sido aconselhado a deixar a indicação de Messias para uma futura vaga e a optar por outro nome para o posto deixado por Barroso.
O motivo seria evitar criar uma nova crise no momento em que Lula restabelece a relação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e em que conta com apoio de um grupo majoritário no Supremo.
Em encontros privados, nas últimas semanas, o petista tem sido aconselhado por magistrados e senadores a escolher um nome de consenso, até mesmo o de uma mulher, e deixar Messias para um futuro próximo.
Nas conversas, segundo relatos, Lula tem reafirmado que indicará Messias caso seja reeleito, porque tem um compromisso com o ministro. O chefe do Executivo, porém, sinalizou que pode reavaliar o “timing” de indicação.
Messias é visto pelo grupo majoritário na Suprema Corte como um nome alinhado aos ministros André Mendonça e Edson Fachin, que destoam de um campo capitaneado pelo decano Gilmar Mendes.
Lula já foi avisado que o Senado Federal só pretende analisar um indicado para a vaga de Barroso em 2027, após a eleição para o novo comando do Congresso Nacional.
Alcolumbre tem buscado o apoio de Lula para ser reconduzido, já que os partidos de oposição já discutem o lançamento de Tereza Cristina (PP-MS) ou de Rogério Marinho (PL-RN) para a disputa da presidência da Casa legislativa.
Além disso, a eleição deste ano deve mudar a correlação de forças no Senado Federal, já que dois terços dos cargos na Casa estão em disputa, o que pode influenciar nas eleições internas para a nova Mesa do Congresso no próximo ano.
*Com informações de CNN

