A confirmação de novos casos de sarampo no Brasil em 2026 voltou a acender o alerta para a importância da vacinação. Diante do registro de um surto em São Paulo, o Rio Grande do Norte reforça a orientação para que a população mantenha a caderneta de vacinação atualizada e verifique se está protegida contra a doença.
Embora o Brasil mantenha a certificação de eliminação da circulação endêmica do vírus, casos importados ou relacionados à importação continuam representando risco, especialmente em locais com baixa cobertura vacinal.
No Rio Grande do Norte, os índices de vacinação ainda estão abaixo dos 95% considerados necessários para garantir uma proteção coletiva adequada. Entre crianças menores de dois anos, a cobertura da primeira dose (D1) da vacina tríplice viral está em 84,73%. Já a segunda dose (D2) alcança 67,26%.
Os números reforçam a necessidade de ampliar a busca ativa e a atualização da situação vacinal, principalmente entre crianças e pessoas que não possuem registro de vacinação ou apresentam o esquema incompleto.
Quem deve se vacinar
A orientação é que pessoas de 12 meses a 59 anos procurem uma unidade de saúde para verificar a situação vacinal e receber as doses indicadas pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI).
Para adolescentes e adultos, a quantidade de doses depende da idade e do histórico de vacinação. Pessoas de 12 meses a 29 anos que não foram vacinadas ou não possuem comprovação adequada devem receber duas doses. Já aquelas entre 30 e 59 anos devem ter pelo menos uma dose registrada, conforme as recomendações vigentes.
A vacina contra o sarampo é gratuita e está disponível na rede pública de saúde. Para receber a dose, a recomendação é levar a caderneta de vacinação à unidade de saúde para que os profissionais possam avaliar o histórico e indicar a necessidade de atualização.
O sarampo é uma doença viral altamente transmissível e pode se espalhar rapidamente entre pessoas não imunizadas. Por isso, a vacinação é considerada a principal forma de prevenção.
Casos em São Paulo
Em 2026, o Brasil confirmou 24 casos de sarampo. Entre junho e julho, São Paulo registrou um surto ativo, com 21 casos confirmados nos municípios de São Paulo, São Bernardo do Campo e Guarulhos.
Os demais casos identificados no início do ano foram encerrados sem risco de transmissão. Segundo as informações apresentadas, o cenário está relacionado à introdução do vírus no país e à intensa mobilidade de pessoas, incluindo o fluxo internacional de viajantes.
Diante do surto, o Ministério da Saúde ampliou a recomendação de vacinação nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. Durante a Campanha de Multivacinação, a orientação é pela vacinação indiscriminada contra o sarampo para pessoas de 6 meses a 59 anos nessas localidades.
A medida busca reduzir o número de pessoas suscetíveis e interromper possíveis cadeias de transmissão.
Brasil mantém eliminação da circulação endêmica
O Brasil recebeu novamente, em novembro de 2024, a certificação de eliminação da circulação endêmica do sarampo. A manutenção desse status, entretanto, depende de altas coberturas vacinais, vigilância epidemiológica e capacidade de identificar e responder rapidamente a novos casos.
Por isso, a ocorrência de casos no país reforça a importância de manter a proteção da população. No Rio Grande do Norte, a recomendação é que os moradores procurem uma unidade de saúde, apresentem a caderneta e verifiquem se o esquema vacinal está completo.
Além de proteger individualmente, a vacinação reduz a circulação do vírus e ajuda a evitar a formação de cadeias de transmissão no Estado.

