A Polícia Federal (PF) solicitou autorização para abrir um inquérito com o objetivo de investigar o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), segundo apurou a Coluna do Estadão. O pedido se baseia numa denúncia de estupro e de uma suposta tentativa de suborno.
A solicitação da PF foi encaminhada à Procuradoria-Geral da República (PGR), que requisitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) permissão para a realização de diligências preliminares.
As medidas iniciais foram autorizadas pelo ministro Gilmar Mendes, relator do caso na Corte.
Gaspar foi anunciado vice de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa à Presidência da República nesta quarta-feira, 5.
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A representação original contra Alfredo Gaspar foi protocolada na Polícia Federal pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) e pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ). Os parlamentares afirmam que Gaspar teria cometido estupro de vulnerável contra uma menor de idade e que uma filha teria nascido em decorrência do episódio. A denúncia foi tornada pública durante a sessão de encerramento da CPI do INSS.
Durante a mesma sessão, Alfredo Gaspar rebateu as acusações e apresentou o vídeo de uma jovem – que seria a pessoa citada como sua suposta filha – negando o caso. O deputado afirmou que o episódio relatado envolveu, na verdade, um primo seu. Diante das declarações de Soraya Thronicke e Lindbergh Farias, Gaspar os denunciou por calúnia.
Por enquanto, ambos os procedimentos – a denúncia de estupro contra o deputado e a acusação de calúnia movida por ele contra os parlamentares – estão sendo analisados de forma conjunta, mantendo o foco principal do pedido de investigação sobre Alfredo Gaspar.
Gaspar pede condenação por calúnia e injúria
“É evidente que Alfredo Gaspar jamais cometeu o crime de estupro a si repugnante e falsamente imputado. Nunca foi nem pode ser taxado de estuprador. É casado há 36 anos com o único amor de sua vida, vivendo sob o signo dos ensinamentos e valores da fé cristã“, afirmou Gaspar ao STF, no processo que moveu contra Lindbergh e Soraya.
Em maio, Lindbergh se defendeu no processo e alegou que recebeu uma “gravíssima denúncia, com evidências razoáveis” de que Gaspar cometeu estupro de vulnerável.
“Diante da inequívoca gravidade dos fatos, os parlamentares fizeram aquilo que se espera de qualquer cidadão, especialmente funcionários públicos eleitos para representar o povo brasileiro: formalizaram uma notícia de crime junto à PF que, diante da razoabilidade da acusação, requereu ao STF a instauração de inquérito policial para a apuração dos fatos”, escreveu o petista.
*Com informações de Estadão

