O VALOR AGREGADO DO MINÉRIO POTIGUAR
O Rio Grande do Norte atravessa um momento singular em sua trajetória econômica. Impulsionado pela demanda global por minerais críticos e estratégicos — como o tungstênio, o tântalo, o lítio e o promissor setor de terras raras —, o estado reocupa o mapa da mineração nacional. No entanto, ao analisarmos as movimentações para viabilizar terminais portuários dedicados ao escoamento da produção, é imperativo questionar: estamos pavimentando o caminho para o desenvolvimento ou apenas consolidando o papel de exportadores de matéria-prima bruta?
O debate sobre a infraestrutura logística, embora fundamental para a competitividade, carece de uma análise mais profunda sobre o “depois”. Historicamente, o RN convive com o paradoxo da abundância geológica. Possuímos um dos solos mais diversos do país, mas o valor agregado — a transformação desse recurso em produtos de alta tecnologia — ainda permanece um horizonte distante. A construção de portos e terminais de embarque, frequentemente celebrada como o “passaporte para o crescimento”, tende a focar na velocidade do escoamento. Se não houver, paralelamente, um planejamento sério para a industrialização local, corremos o risco de exportar a riqueza do nosso subsolo e importar, a preços elevados, o produto final transformado em outros centros industriais.
É necessário superar o modelo puramente extrativista, não só no setor de minério de ferro. A transição energética global exige minerais para baterias, motores elétricos e tecnologias avançadas. O RN tem a vantagem competitiva da energia limpa, que poderia servir de insumo para o processamento mineral. Integrar a mineração à cadeia produtiva de “aço verde” ou à produção de componentes de tecnologia é o passo que separa um estado que apenas vende o que a terra dá daquele que efetivamente se industrializa.
Portanto, discutir um terminal marítimo sem um plano diretor de industrialização é negligenciar o futuro. O setor mineral merece ser tratado como alavanca de um novo ciclo de modernização, não como um duto de exportação de riqueza alheia. A pergunta que deve ecoar nos fóruns de desenvolvimento e nas repartições governamentais não é apenas como exportar mais rápido, mas como processar melhor, agregar valor aqui e garantir que a soberania sobre o nosso potencial geológico gere, de fato, os empregos e a tecnologia que o Rio Grande do Norte tanto ambiciona. Otimizar a logística é o meio; a industrialização deve ser, inegociávelmente, o fim.
ESTRADEIRO
Depois que abdicou de assumir o cargo de Governador e se arriscar em ser um fiasco diante o quadro mais que crítico de gerir o Rio Grande do Norte, o vice-governador Walter Alves, decidiu recomeçar sua vinda pública lutando por uma das 24 cadeiras na Assembleia Legislativa.
ESTRADEIRO 2
Presidindo o MDB no RN, Waltinho pretende contribuir para eleger uma bancada robusta de seu partido na ALRN. Para isso, além de tentar garantir uma boa votação para sua eleição, ele também percorre os municípios do estado como verdadeiro estradeiro ajudando aos demais candidatos da legenda.
ESTRADEIRO 3
Durante a semana, Walter Alves prefere “adubar” os terrenos nos grandes centros e depois pegar a estrada para visitar os municípios potiguares em busca de apoio político. No último domingo, Waltinho participou da Festa da Colheita, em Cruzeta.
PODEMOS
O senador Styvenson Valentim (Podemos) decidiu descentralizar a convenção partidária para oficializar o seu nome como candidato a reeleição. Ao contrário dos demais partidos políticos que preferiram centralizar suas movimentações em Natal, o Podemos vai fazer acontecer sua convenção em Mossoró, no próximo sábado, 25.
SENADORA
A ex-vereadora macauense Odete Lopes está voltando à cena política depois que disputou a última eleição, em 2012, como candidata a prefeita de Macau. Numa composição comandada pelo ex-senador José Agripino, Odete Lopes deverá compor a chapa encabeçada pela senadora Zenaide Maia (PSD).
COMPOSIÇÃO
A composição da chapa de Zenaide Maia terá como 1º suplente Zezinho Lins e na 2ª suplência a ex-vereadora Odete Lopes. Nas últimas pesquisas devidamente registradas no TRE e divulgadas pela imprensa, a Zenaide vem ocupando o segundo lugar na preferência do eleitorado.
APOIO
Nesta semana, a senadora Zenaide Maia vai ganhar apoio substancial à sua candidatura à reeleição. O deputado Ezequiel Ferreira de Souza quer repetir a festança que fez para Álvaro e vai oficializar seu apoio a Zenaide na próxima quinta-feira, na Arena das Dunas.
HELIO
Apesar de Ezequiel ter oficializado seu apoio ao pré-candidato a governador Álvaro Dias (PL) no último sábado, ele não irá votar no candidato a senador Coronel Hélio (PL). Vota em Styvenson Valentim (Podemos) e Zenaide Maia (PSD).
STYVENSON
Quem diria, hein!!!??? Styvenson se elegeu condenando as práticas políticas partidárias, mas terminou se emaranhando na mesma teia e para coroar sua “guinada”, está escolhendo a irmã como sua suplente para o Senado.

