DESEMBARQUE
Deputado Ezequiel Ferreira não saiu do governo; ele rompeu com o PT e com o grupo de Fátima apenas no aspecto político. Administrativamente, Ezequiel e Fátima continuam aliados.
OXIGÊNIO
O rompimento integral com o palanque de Cadu Xavier é o oxigênio que Álvaro Dias precisava.
Ezequiel, que tinha compromisso com Fátima Bezerra, resolveu que seu compromisso tinha prazo de validade e foi justamente a partir da desistência de Fátima disputar o Senado.
CHAPA
Ezequiel, que iria votar em Fátima para o Senado, ignorou Samanda, esqueceu Rafael e fechou com a oposição: Álvaro, Styvenson e Zenaide. A pergunta que não quer calar nos corredores da Governadoria: o que azedou tanto o caldo para Ezequiel não seguir o voto da “professora” para o Senado?
ELEGÂNCIA
Diante do fato consumado, restou a Cadu Xavier a elegância, aquele verniz de respeito que a gente usa quando não tem mais o que fazer a não ser aceitar a perda. Cadu não atacou, respeitou a decisão de Ezequiel. Fez correto.
EFEITO LULA
O grupo de Cadu Xavier anda rindo à toa com a pesquisa Datavero. Dizem que bastou citar o nome de Lula para o homem dobrar o percentual. Uma figura com trânsito na governadoria, estava entusiasmada: “Se uma simples pergunta faz esse milagre, imagina Cadu flutuando nas nuvens quando o marido de Janja aparecer de corpo presente na campanha.
EFEITO LULA
Para o grupo de Cadu Xavier, o efeito Lula funciona na base do “me diga com quem andas que eu te direi quantos votos tens”. Cadu é o único entre os candidatos ao governo que tem um potencial gigante de crescimento e sabe de onde vem essa subida.
RESTO
É de dar dó — ou quase isso — o fim de carreira de Carlos Eduardo. O homem que já mandou e desmandou na capital do Estado foi rifado do Senado, ignorado para a Câmara Federal e desistiu da Assembleia por falta de “votos e meios”. O que sobrou? O cargo de coordenador da campanha de Allyson Bezerra em Natal. Um rebaixamento humilhante para quem já foi “o dono da bola”.
DESCARTÁVEL
Allyson Bezerra é mestre na arte de tratar aliados como copos descartáveis (usa e joga fora, às vezes antes de terminar a bebida), colocou o filho de Agnelo no pior dos cenários. Depois de ser enganado com a história de que “não tinha dinheiro”, Carlos agora diz que encontrou “motivação”. Que tipo de motivação? Ou melhor: quantos motivos foram necessários para ele engolir esse sapo?
HOBBY
Bolsonaro jura que não sabia que o filho Flávio ia publicar sua cartinha de próprio punho. Ora, o senador tem livre trânsito, faz o pai assinar o que quer e a carta não era para ser guardada no diário debaixo do travesseiro. Era para o palco político. Mas, como dizem por aí, a família está transformando a mentira em hobby.
HOBBY II
Falando em mentira, a foto de Flávio Bolsonaro com o “sicário” de Vorcaro é impagável. A desculpa de que “tira foto com todo mundo em local público” cai por terra quando o registro é num ambiente fechado e o senador está sem camisa. Intimidade pública ou amizade perigosa?

