GOVERNO E CONGRESSO PENALIZAM CONSUMIDOR
O Rio Grande do Norte ostenta o orgulho de ser o gigante da energia limpa, liderando a transição energética nacional com seus ventos e sol abundantes. No entanto, o potiguar descobriu que, na matemática de Brasília, gerar vento forte só serve mesmo para inflar os lucros alheios e esvaziar o próprio bolso.
O paradoxo beira o deboche: enquanto o estado produz eletricidade sustentável de sobra, o cidadão norte-rio-grandense continua pagando uma das tarifas mais caras do país. A explicação para esse milagre invertido não está na falta de chuva ou na ausência de brisa, mas no calor aconchegante dos gabinetes federais.
Em uma tabelinha perfeita entre o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional, medidas protetivas e jabutis legislativos garantiram, entre 2023 e 2026, um pacote de bondades sem precedentes para os grandes empresários do setor. O resultado desse lobby de alta voltagem? Um “tarifaço político” invisível que, segundo dados da Frente Nacional de Consumidores de Energia, vai injetar quase R$ 1 trilhão (exatos R$ 985 bilhões) em custos extras na conta de luz dos brasileiros.
O mais fascinante é a generosidade dos nossos parlamentares com o tempo alheio. Essa fatura bilionária não é um contratempo passageiro; ela foi estruturada para ser carregada nas costas do contribuinte até o distante ano de 2050. Ou seja, o bebê potiguar que nasce hoje já sai da maternidade devendo o subsídio da energia solar de um grande investidor ou o contrato camarada de uma termelétrica obsoleta.
Ao norte-rio-grandense, resta contemplar as imponentes torres eólicas que desenham o horizonte do estado, respirar fundo e torcer para que o vento, ao menos, ajude a resfriar a cabeça. Afinal, a energia é limpa, mas a conta é uma sujeira.
ABSURDO
O valor do tarifaço político definido pelo governo e o congresso nacional em benefício dos produtores da chamada energia limpa é tão grande que equivale a cerca de seis vezes o orçamento anual do Bolsa Família.
NEUTRO
O pré-candidato ao governo do RN, Alysson Bezerra (União Brasil) aproveita a vinda do presidente Lula ao estado e solta frase de efeito: “Nem Lula, nem Flávio Bolsonaro”.
INFORMAÇÕES
Alysson tem informações através das pesquisas eleitorais de que eleitores de Lula e de Flávio Bolsonaro por enquanto fazem opção polo seu nome e “por cima de pão e pedra” vai querendo que a campanha estadual não sofra influências da eleição presidencial.
DEPUTADOS
Três dos vinte e quatro deputados e deputadas que integram o plenário da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN) não entrarão na disputa para renovar seus mandatos.
DEPUTADOS 2
O deputado Hermano Morais (MDB) abdicou da disputa de renovar seu mandato para integrar a chapa encabeçada pelo ex-prefeito Alysson Bezerra que vai disputar o governo do estado, enquanto os decanos José Dias (PL) e Vivaldo Costa (PV) estão “pendurando as chuteiras”.
CAMPANHA
Para qualquer que seja a campanha eleitoral deste ano, candidatos devem estar bem preparados fisicamente para enfrentar a verdadeira maratona e não podem esquecer de contratar bons profissionais.
CANDIDATOS
Além de uma boa equipe de profissionais especialistas em marketing eleitoral – especialmente para as candidaturas a cargos majoritários – o candidato deve contratar bons advogados e contadores especializados para não ter “dor de cabeça” no futuro.
GASTOS
Embora o fundo partidário e o fundo eleitoral tenham sido majorados para a atual campanha em relação a 2022, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve os mesmos gastos verificados na campanha passada.
GASTOS
Aqui no Rio Grande do Norte, candidatos ao governo do estado podem gastar até R$ 7.115.522,46, que foi o mesmo valor estipulados para os candidatos que disputaram o pleito de 2022.
SENADO
Quem tiver “bala” do seu partido e estiver disputando uma das duas vagas para o Senado Federal poderá “torrar” até R$ 3.811.887,03 até a véspera do pleito, depois que tiver registrado a candidatura
DEPUTADOS
Para quem vai disputar uma das oito vagas do Rio Grande do Norte na Câmara Federal, o TSE autorizou que pode gastar até R$ 3.176.562,52 e mesmo assim tem candidato disposto a “torrar” muito mais que o permitido pela legislação.
ESTADUAIS
Aos candidatos que disputarão o direito de ocupar uma das 24 vagas na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, o Tribunal Superior Eleitoral estipulou poder gastar até R$ 1.270.629,01.
NÚMERO
Na eleição passada, em 2022, segundo dados do Tribunal Regional Eleitoral 303 candidatos registraram seus nomes para disputar as 24 vagas da ALRN. Muitos desses eram meras “esteiras” , que servem para somar votos aos seus respectivos partidos.
TORCER
Enquanto os candidatos e candidatas estarão nas estradas em busca de votos, nós – pobres mortais – vamos apertar os corações para torcer pelo BRASIL no próximo domingo.

