Por Fernanda Sabino
Depois de períodos marcados por ruídos internos, ataques entre aliados e pela reacomodação de candidaturas, a federação União Progressista tenta virar a página e entra em uma nova fase da pré-campanha com discurso de unidade e projeções otimistas. A cerca de duas semanas do início das convenções, a expectativa do grupo liderado pelo ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), é eleger até sete deputados estaduais e três federais, consolidando uma das maiores bancadas do Estado.
Um dos principais articuladores políticos do grupo, o deputado estadual Kleber Rodrigues (PP) afirma que a nominata chega fortalecida e acredita que a federação pode ampliar sua representação na Assembleia Legislativa.
“Estou muito confiante. A chegada de Carlos Eduardo contribui para o fortalecimento da nominata da nossa federação. Nós já tínhamos praticamente a sexta vaga garantida e isso credencia a possibilidade de conquistarmos sete deputados estaduais”, afirmou.
Segundo o parlamentar, a composição também chega competitiva para a disputa da Câmara dos Deputados.
“A nominata de deputado federal está bem montada para fazer três deputados. Temos quatro nomes com potencial elevado de votação e outros candidatos, como Leila Maia, que contribuem muito para o conjunto”, destacou.
A avaliação positiva ocorre após mudanças importantes na composição da federação. Inicialmente cotado para disputar uma vaga ao Senado, o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves acabou direcionado para a disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa depois que o União Brasil não viabilizou a estrutura financeira necessária para sua candidatura majoritária. Agora, sua entrada na chapa proporcional é apontada pelos articuladores como um dos fatores que fortalecem a nominata para a disputa estadual.
Para Kleber, as divergências que marcaram as últimas semanas também ficaram para trás.
“Já está superado. Isso é questão de eleição. A temperatura sobe, é chato, mas é normal”, resumiu.
Questionado se os embates internos poderiam ter prejudicado o projeto estadual de Allyson Bezerra, o deputado minimizou o impacto e saiu em defesa do aliado Kelps Lima.
“Kelps gosta muito de Allyson, tem uma admiração muito grande por ele. Ele não faria nada que pudesse prejudicá-lo”, afirmou.
Segunda vaga em aberto
Embora o ambiente interno seja tratado como pacificado, a composição da chapa majoritária ainda não está completamente fechada. A segunda vaga ao Senado permanece em aberto e, nos últimos dias, surgiram especulações sobre uma possível candidatura do vereador de Natal Robson Carvalho (União Brasil).
Kleber, no entanto, disse desconhecer qualquer definição nesse sentido.
“Essa informação não chegou para mim. É uma decisão pessoal de Robson. Eu praticamente não acredito, porque ele tem um grande potencial para ser eleito deputado estadual e sempre demonstrou que esse é um projeto de vida”, afirmou.
Segundo o parlamentar, até o momento não existe qualquer deliberação oficial dentro da federação sobre o assunto.
“Que eu, Kleber, esteja participando ou sabendo, não. Pode ser que exista alguma conversa, mas eu não tenho conhecimento”, declarou.
O deputado também evitou antecipar discussões sobre a sucessão da presidência da Assembleia Legislativa, tema que voltou aos bastidores após a chegada de Carlos Eduardo ao grupo, visto que o ex-prefeito de Natal sinalizou um possível apoio ao deputado.
“Primeiro é preciso ser eleito. Depois a gente discute o segundo passo. A gente não ainda sabe nem quem serão os vinte e quatro eleitos, então não seria prudente tratar de presidência da Assembleia antes da eleição.”, ponderou.

