COPA COMEÇA COM DUAS SURPRESAS
Ainda é cedo para tirar conclusões definitivas, mas Brasil e Espanha perceberam logo na estreia que apenas a tradição e a qualidade individual não serão suficientes. A Copa do Mundo de 2026 promete ser uma das mais equilibradas dos últimos tempos, e qualquer equipe que entrar em campo acreditando em superioridade automática corre o risco de ser surpreendida. O primeiro alerta veio para o time de Ancelotti. Embora Marrocos seja uma equipe forte e semifinalista da Copa de 2022, o Brasil entrou como favorito e apresentou dificuldades coletivas, dependendo muito da inspiração individual de Vinícius Júnior para evitar a derrota. A equipe de Carleto mostrou problemas defensivos e pouca criatividade. Já a Fúria protagonizou uma surpresa ainda maior ao não conseguir furar a defesa de Cabo Verde, estreante em Copas do Mundo. A seleção espanhola dominou a posse de bola, mas encontrou um adversário extremamente organizado, disciplinado e eficiente na marcação. O empate sem gols serve como um sinal de alerta para uma das favoritas ao título. Esses dois jogos reforçam uma velha máxima do futebol: não existem mais adversários fáceis. O crescimento das seleções africanas, asiáticas e de países emergentes diminuiu a distância técnica que existia há algumas décadas.
ANCELOTTI É O PROBLEMA
Apesar dos problemas individuais do Brasil, quem mais preocupa é o italiano. O homem mostra insegurança cada vez que esconde a escalação. Já era pra ter os 11 titulares, mas escalou mal e a cada jogo ou treino gera ainda mais incertezas e dúvidas.
TRÊS HORAS
Os 26 convocados souberam a formação que iniciaria o jogo na preleção, que começou três horas antes de a bola rolar. É a pior situação que pode ter para um jogador, gerando ansiedade e expectativa. Nota zero para Carleto até agora.
TRÊS DÚVIDAS
É inadmissível um técnico experiente manter três dúvidas momentos antes da partida: nas laterais direita e esquerda e no comando de ataque. Porém, a decisão final do italiano foi por Ibañez e Douglas Santos nas laterais, e Igor Thiago como referência na frente, três erros que por pouco não custaram a derrota.
ADVERSÁRIOS DO PIAUÍ
ABC e América fizeram uma campanha muito superior aos adversários do mata-mata. Altos passou em quarto lugar do Grupo A-7 com 11 pontos, apenas três vitórias e cinco derrotas e 15 gols sofridos. Um desafio fácil para os alvinegros.
MATAR NA IDA
O mesmo vale para o time de Ranielle. O Fluminense do Piauí somou 14 pontos em 10 jogos, só venceu três e empatou cinco, sofrendo três derrotas. O ataque só marcou 12 vezes e a defesa sofreu nove gols.
Depois da vitória sobre o Sousa fora de casa, dá para o América matar esse jogo na ida tranquilamente.
SACO DE PANCADAS
O Laguna se despediu da Série D da pior forma: com outra derrota e sem obter uma única vitória. Valeu mais pela primeira experiência do clube vegano em Campeonatos Brasileiros. Que o aprendizado sirva para fortalecer ainda mais o time de Gustavo Nabinger.

