PARÇA
A esposa do pré-candidato a governador, Allyson Bezerra, que também é pré-candidata a deputada estadual, Cinthia Pinheiro, encontrou um cabo eleitoral de responsa: Abraão Lincoln, acusado de surrupiar o dinheiro dos aposentados.
ALIADOS
Allyson se ‘vende’ como novo, mas fez alianças com o que há de mais antigo em atividade na política potiguar. Achou pouco, leva Abraão Lincoln como parça na campanha eleitoral. Ter Abraão como cabo eleitoral e se apresentar como novidade são situações incompatíveis.
RECADO
Por falar em Allyson, a governadora Fátima Bezerra foi mais que direta no recado que mandou ao ex-prefeito de Mossoró. A irmã de Tetê disse que Cadu não foi alvo de operação da PF e ela faz um governo honesto. Allyson está encalacrado com a investigação da PF sobre recebimento de propina.
RECADO II
Fátima Bezerra soltou esse petardo em direção a Allyson em entrevista na 94 FM. A governadora estabeleceu o tom da comparação que poderá ser feita em plena campanha. E o menino do chapéu de couro não pode dizer nada. Afinal, ele realmente está sendo investigado por denúncias de corrupção.
COMPROMISSO
Vice-governador Walter Alves disse, no programa Politicando, da 98 FM, que ninguém do governo sinalizou que ele seria candidato a governador e que não havia esse compromisso firmado. O filho de Garibaldi foi duro ao reforçar que o tema da candidatura nunca foi tratado pelo governo.
TRATAMENTO
O fato é que o governo Fátima não dispensou tratamento de aliado a Walter Alves. Para alguém que seria o comandante da campanha na condição de governador, deveria ter sido melhor tratado pelo PT e pelo governo Fátima. E Walter foi leal e discreto. Saiu sob argumento administrativo, quando poderia ter falado também no tratamento que recebeu.
ESCALA
Senador Rogério Marinho não tem medo de tema delicado ou polêmica eleitoral. Sua última pérola é flexibilizar de vez as relações de trabalho, deixando o trabalhador na condição de pedinte do patrão. Já chamam de escala 7×0 e, sem surpresa, já conta com generoso apoio do Senado.
RELAÇÃO
Rogério, que trabalhou duro para acabar com a força dos sindicatos e se vangloria disso, quer fragilizar ainda mais a relação que existe entre patrão e empregado, desprezando as garantias que protegem o trabalhador, aguardando pela benevolência do patrão. Fora da realidade que vivemos hoje no Brasil.
LÍNGUA SOLTA
Candidato majoritário em eleição estadual não pode entrar em picuinha da política municipal. É só prejuízo eleitoral. Os adversários estão nas chapas e não nos palanques municipais. Desprezar a visão sobre isso é bater cabeça. Foi justamente isso que ocorreu com dois candidatos majoritários: Álvaro Dias e Rafael Motta.
LÍNGUA SOLTA II
Álvaro foi a Caicó e inventou de comentar negativamente sobre o evento agropecuário, dizendo que foi um ‘fracasso’. Levou uma lapada desnecessária do prefeito da cidade, Dr. Tadeu.
LÍNGUA SOLTA III
Rafael Motta foi a João Câmara e, ao invés de focar em seus adversários na corrida ao Senado, virou cabo eleitoral da oposição na eleição municipal fora de época e bateu na prefeita Aíze, que inclusive vota em Samanda e Cadu. Bola fora gigante do filho de Ricardo. Tem que botar um freio na língua quando for ao interior.

