O ex-presidente da Petrobras e ex-senador Jean Paul Prates (PDT) participará nesta quinta-feira, no Estádio do Pacaembu (SP), da São Paulo Innovation Week – uma estratégia nacional de eletrificação da economia, baseada no fortalecimento das energias renováveis, da infraestrutura elétrica e da neoindustrialização verde brasileira. A programação do evento dedicada à energia propõe debater o contexto global do setor, os desafios do Brasil e a transição energética em si.
No painel “Energia Eólica em terra e mar e a eletrificação da economia”, Prates destacará o papel estratégico do chamado Brasil Equatorial, faixa territorial que vai do Nordeste Setentrional ao Norte Oriental do país e concentra alguns dos maiores potenciais mundiais em energia renovável, eólicas offshore, hidrogênio e combustíveis sustentáveis.

A apresentação deverá enfatizar que a nova economia global será estruturada em torno da eletricidade, impulsionada por inteligência artificial, data centers, automação industrial e mobilidade elétrica. “Hoje, o Brasil já possui uma das matrizes elétricas mais renováveis do mundo. O próximo passo é transformar essa vantagem natural em vantagem industrial. Energia limpa e competitiva pode atrair data centers, hidrogênio verde, combustíveis sustentáveis, fertilizantes, siderurgia de baixo carbono e uma nova geração de indústrias intensivas em eletricidade. Em outras palavras, a transição energética não deve ser vista apenas como agenda ambiental, mas como uma estratégia concreta de reindustrialização, geração de empregos qualificados e aumento da competitividade do país”, observou.
Ao lado de Elbia Gannoum (ABEEólica) e Roberta Cox (GWEC), o ex-senador também defenderá maior investimento em transmissão, armazenamento de energia, digitalização do sistema elétrico e modernização regulatória para evitar desperdício de energia renovável no país, especialmente diante do aumento dos episódios de curtailment.
Segundo ele, o Brasil pode transformar sua liderança renovável em política industrial, atraindo cadeias produtivas intensivas em energia limpa e consolidando uma nova fronteira de desenvolvimento econômico sustentável.
Ao Diário do RN, Prates destacou a pujança potiguar nesse tipo de energia e explica como acelerar o processo de industrialização: “O Rio Grande do Norte continua sendo uma das regiões mais promissoras do mundo para a expansão da energia renovável. Além da liderança histórica na energia eólica em terra, o estado reúne excelentes condições para avançar em eólica offshore, solar, hidrogênio e armazenamento de energia. Para acelerar esse processo, precisamos de maior capacidade de transmissão, contratação de baterias, segurança regulatória e infraestrutura portuária e logística adequada. Se essas condições forem asseguradas, o RN pode consolidar-se como um dos principais polos globais da nova economia elétrica, atraindo investimentos, tecnologia e desenvolvimento para todo o Nordeste.”

