ERRO
Senador Rogério Marinho é conhecido por seu estilo gélido nas questões políticas. Faz críticas ácidas a adversários com poucas e eficientes palavras. Não costuma personificar nos adjetivos, sempre dando caráter impessoal ao que diz. Mas, não foi isso que ocorreu em relação ao ex-prefeito Allyson Bezerra. Ali foi outro Rogério.
ESQUISITO
Rogério Marinho tem como dar um tiro verbal destruidor em Allyson. Preferiu dizer que o ex-prefeito de Mossoró não fede e nem cheira e que usa um chapéu esquisito. Na verdade, esquisito é Rogério fazer esse tipo de crítica a Allyson.
CERTEIRO
Enquanto Rogério errou no tom em forma e conteúdo em relação a Allyson, o ex-secretário Cadu Xavier foi duro e certeiro em relação ao menino do chapéu de couro. Defendeu o chapéu e sua importância para o sertanejo, mas mirou na incoerência do uso de um adereço simples para quem faz uma campanha milionária. E foi mais adiante.
ENGANAÇÃO
Cadu Xavier não menosprezou o chapéu de couro de Allyson. O que ele fez foi mostrar que esquisito não é o chapéu, mas atitudes incoerentes e conflitantes de quem o usa. Mostrou que esquisito é Allyson querer defender pautas da esquerda quando seu palanque é formado por adversários de Lula em sua predominância. Esquisito é Allyson ser acusado de ser carrasco do servidor em Mossoró e defender o fim da escala 6×1.
VÍTIMA
Na verdade, tanto Rogério quanto Cadu, não precisam do chapéu de couro para mostrar quem é Allyson. Se os opositores insistirem no chapéu, ele vira vítima, como foi na campanha que ganhou de Rosalba, chamado de pobrezinho. Fez do limão, uma limonada doce e ganhou a eleição para a Rosa.
SÍMBOLO
Em política, símbolos são usados para o positivo e o negativo. É preciso saber usar para não provocar o efeito inverso. Geraldo Melo usou o tamborete como símbolo de sua baixa estatura física. O que era negativo, virou um símbolo pessoal da campanha. O institucional era o cata vento, que simbolizava novos ares no RN, puxado pela inesquecível música sopra o vento forte…
GESTÃO
O ataque a Allyson é fácil e o deixa emparedado: gestão. Na realidade, os números oficiais, associados às análises técnicas do TCE e as investigações do MP, desnudam Allyson como gestor eficiente e exemplar.
IMAGEM
Allyson é uma farsa como gestor. A Mossoró que ele pintou na mídia não resiste a duas avaliações de serviços ou índices. Por isso que ele dá pulinhos e usa um chapéu de vaqueiro. Desvia o foco da gestão e concentra em si, parecendo alguém simples, do povo, que é vítima dos poderosos. Sendo que seus aliados são o oposto do que ele aparenta ser e todos são únicos no mesmo palanque.
FATOS
Allyson Bezerra precisa ser confrontado com a realidade de sua gestão, que derrubou o IDEB, provocou filas para atendimento ginecológico, que deixava que crianças pagassem por educação e saúde, que apresentou irregularidades contábeis em suas contas, que investiu menos que o obrigatório em educação… ou seja: a festa do grande gestor Allyson vira farsa quando a realidade se impõe.
MUDANÇA
A política realmente se assemelha aos movimentos de uma roda gigante. Em um momento, alguns estão no alto; depois, as posições se invertem. A situação atual mostra isso: o bolsonarismo comemorou o fim antecipado do governo Lula. Agora, agoniza com o lamaçal de Vorcaro com Flávio Bolsonaro.

