DIOGO ALVES: TRAÇOS QUE NASCEM NO INTERIOR E GANHAM O MUNDO
ORIGEM E IDENTIDADE ARTÍSTICA
Diogo da Silva Alves, conhecido artisticamente como Diogo Alves, nasceu em Poço Branco no dia 30 de maio de 2002. Filho de Damião Ferreira Alves e Maria do Livramento da Silva Alves, carrega no próprio nome a síntese de uma trajetória que une origem simples e vocação criativa. Desde cedo, o desenho não era apenas um passatempo, mas uma linguagem intuitiva. O lápis de cor foi seu primeiro instrumento de expressão, uma espécie de extensão do olhar que buscava compreender e traduzir o mundo ao redor.
CEARÁ-MIRIM COMO PONTO DE EXPANSÃO
Atualmente radicado em Ceará-Mirim, cidade que adotou também como espaço de afirmação profissional, Diogo Alves encontrou no ambiente cultural local um terreno fértil para desenvolver sua arte. Sua atuação como músico intérprete na Banda de Música Tenente D’jalma Ribeiro reforça essa dimensão múltipla, em que som e imagem dialogam. Foi nesse cenário que surgiram oportunidades de participação em exposições e feiras, inclusive de alcance internacional, como eventos vinculados à FIART, onde conseguiu não apenas expor, mas também comercializar suas obras, ampliando o reconhecimento do seu trabalho.
A DESCOBERTA DA PINTURA E O APERFEIÇOAMENTO

O ano de 2021 marca um ponto de inflexão em sua trajetória. Ao participar de uma oficina de aquarela em Ceará-Mirim, ministrada pelo professor Ruy Lima, Diogo teve seu primeiro contato direto com a pintura. A partir daí, o que antes era traço ganhou cor e densidade. Movido pela curiosidade e disciplina, passou a pesquisar materiais, técnicas e referências, optando inicialmente pela tinta acrílica. O aprendizado, em grande parte autodidata, foi potencializado pela observação de outros artistas e pela prática constante em casa, resultando em uma evolução perceptível em sua linguagem visual.
FORMAÇÃO, VISIBILIDADE E RECONHECIMENTO

Em 2026, Diogo dá mais um passo importante ao ingressar no curso de Aluízio Fernã, artista plástico e professor de Serra Talhada, aprofundando suas técnicas de desenho e pintura. Paralelamente, constrói sua visibilidade pública. Em agosto de 2021, teve sua primeira aparição no RN1, apresentando seus desenhos e perspectivas de futuro. Já em 2026, retorna à mídia em entrevista com Kleber Teixeira, reforçando sua presença no cenário artístico regional. Soma-se a isso o reconhecimento institucional: recebeu certificado da Sociedade dos Amigos da Pinacoteca Potiguar, com apoio da Fundação José Augusto, pela participação no Festival Cores e Formas do Interior 2021, com a obra “Luan Santana”.
ENTRE A ARTE E A EDUCAÇÃO
Além da produção artística, Diogo também trilha o caminho da formação acadêmica. Atualmente no 5º período de Pedagogia, projeta um futuro que integra ensino e arte, com a intenção de também se formar na área artística. Sua atuação como pintor comercial, produzindo letreiros, murais e pinturas em paredes, demonstra uma relação prática e cotidiana com a arte, que ultrapassa o campo estético e se insere no tecido urbano.
UMA GERAÇÃO DE NOVOS ARTISTAS
Diogo Alves representa uma geração que constrói sua trajetória a partir da persistência, do aprendizado contínuo e da valorização das próprias raízes, transformando o interior em ponto de partida para horizontes mais amplos.

