O governo dos Estados Unidos, sob a gestão do presidente Donald Trump, enviou um avião federal a Cuba para repatriar uma criança americana de 10 anos que estava no centro de uma disputa judicial de custódia. A operação envolveu agentes do Federal Bureau of Investigation (FBI) e foi considerada incomum pelas autoridades americanas.
De acordo com informações divulgadas pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, a criança havia sido levada para Havana, em Cuba, sem autorização da mãe biológica. A viagem teria sido organizada por Rose Inessa-Ethington, apontada como uma das responsáveis por retirar o menor do país, e por sua parceira, Blue Inessa-Ethington. As duas foram presas e acusadas de sequestro parental internacional após serem localizadas pelas autoridades.
Segundo documentos judiciais apresentados em um tribunal do estado de Utah, o grupo deixou os Estados Unidos no fim de março, cruzando a fronteira com o Canadá antes de seguir para o México e, posteriormente, viajar para Cuba utilizando passaportes americanos. A criança deveria ter sido devolvida à mãe em 3 de abril, mas não retornou, o que levou familiares a acionar a polícia e registrar um desaparecimento.
A Justiça estadual determinou no dia 13 de abril o retorno imediato do menor e concedeu a guarda exclusiva à mãe biológica. Poucos dias depois, um mandado federal de prisão foi expedido contra as suspeitas, que acabaram sendo localizadas em Havana com o apoio de autoridades cubanas.
Após a localização, um avião do governo americano foi enviado à ilha para transportar a criança e as duas mulheres de volta aos Estados Unidos. O caso chamou atenção de especialistas por causa da mobilização de recursos federais para um processo de sequestro parental, algo considerado raro em operações desse tipo.
Em comunicado oficial divulgado pelas autoridades federais, o FBI afirmou que a prioridade em casos semelhantes é garantir a segurança das vítimas. “Nossa prioridade em todos os casos de sequestro parental é a segurança e o bem-estar da criança”, afirmou o chefe do FBI em Salt Lake City, Robert Bohls, ao comentar a operação.
A criança foi devolvida à mãe após o retorno aos Estados Unidos. As duas suspeitas devem responder ao processo criminal em tribunal federal, enquanto as investigações continuam para esclarecer todos os detalhes da viagem internacional e das circunstâncias que levaram ao deslocamento para Cuba.

