A influenciadora Lorrayne Mavromatis, ex-executiva da empresa do youtuber americano MrBeast, publicou um relato nas redes sociais em que afirma ter entrado com uma ação legal contra a companhia, após ter sofrido uma sequência de assédios morais e sexuais da alta direção, incluindo do youtuber Jimmy Donaldson.
De acordo com a brasileira, ela foi contratada para atuar no processo de criação e produção de conteúdo e estratégias para as redes socias. Lorrayne alega que foi entrevistada pelo CEO da MrBeast Production e pelo próprio youtuber, sendo contratada no mesmo dia.
Na denúncia, Mavromatis alega que o ex-CEO da empresa, James Warren, primo de MrBeast, a obrigava a encontrá-lo sozinha em sua casa para reuniões individuais, realizando comentários sobre sua beleza e como a presença dela deixava o youtuber “fisicamente desconfortável”.
“Lorrayne, digamos que quando você está por perto e ele [MrBeast] precisa ir ao banheiro, ele não está realmente usando o banheiro”. Essa é a frase que a mulher conta ter escutado pelo então CEO, durante uma das “reuniões” na casa dele.
No relato divulgado, a influenciadora conta ainda que durante os três anos em que trabalhou na companhia, sofreu diversas situações de discriminação de gênero, sendo alvo de humilhações e ofensas na frente de todos, além de assédio moral e sexual proferidos por executivos.
Segundo Lorrayne, ela já foi chamada de “burra” após dar uma sugestão de negócio para a empresa. “Uma mulher falando significava que ela era um problema e isso provou ser verdade depois de ter todas as minhas queixas completamente descartadas e colocadas debaixo do tapete”, afirmou.
A jovem relata ter iniciado uma série de mudanças após os ocorridos. De acordo com Lorrayne, ela passou a ir trabalhar com roupas largas, bonés e fazer de tudo para “desaparecer” naquele ambiente.
Ainda de acordo com a denúncia divulgada pela defesa, Mavromatis reclamou do comportamento tóxico de um colega e ouviu de um executivo que “o que não pode acontecer é você ir reclamar com seus superiores. Isso é tóxico. Minha equipe fez isso – e eles foram demitidos.”
Já em novembro de 2023, a influenciadora apresentou uma queixa sobre o assédio sexual e as condições de trabalho hostis que ela e outras mulheres enfrentavam na MrBeast à chefe de recursos humanos, Sue Parisher, que também é mãe de Jimmy e tia do ex-CEO.
A queixa alega que, dois meses depois, Lorrayne foi informada de que suas queixas eram “infundadas”. Ela foi rebaixada de cargo executivo e transferida no mesmo dia para um cargo de gerência intermediária.
O estopim, conforme relatado pela influenciadora, foi quando ela engravidou. Mavromatis afirma que fez um combinado com os empresários, em que ela iria trabalhar todos os dias até o parto e, a partir dalim tiraria sua licença-maternidade. No entanto, ela conta que não foi isso que aconteceu.
Lorrayne relata diversas situações envolvendo seu processo de gravidez e pós-parto. Como entrar em uma reunião da equipe durante seu trabalho de parto no hospital, estar de volta presencialmente na empresa com apenas uma semana após ter dado luz, além de ter que ir viajar com um mês parto, lidando com depressão e exaustão física e mental.
Para ela, o mais díficil foi ter que perder os dois primeiros meses com filha e lidar com todo o tempo que lhe foi tirado.
Duas semanas depois de ter voltado do que deveria ter sido a licença maternidade, a mulher conta que foi demitida. “Você é muito alto calibre para esta posição. Precisamos de alguém de calibre inferior”, foi o que, segundo Lorrayne, alegaram para ela em seu desligamento.
Desse modo, a influenciadora afirmou que entrou com um processo contra a MrBeats Production por tudo que viveu durante os três anos.
A defesa de Lorrayne afirma que processo judicial foi instaurado no Distrito Leste da Carolina do Norte, e surge na sequência de uma queixa apresentada por Mavromatis à Comissão de Igualdade de Oportunidades de Emprego em novembro de 2025.
*Com informações de CNN

