HAVERÁ BIPOLARIZAÇÃO NA POLITICA DO RN?
A política brasileira parece viciada no eco. À medida que nos aproximamos do pleito de 2026, a sensação é de que o Rio Grande do Norte se prepara para reprisar, em solo potiguar, o duelo de titãs que divide o país. A polarização entre lulistas e bolsonaristas agora desce a rampa das estratégias estaduais, forçando o eleitor a decidir: o estado deve ser um reflexo de Brasília ou uma exceção à regra?
De um lado, a chapa do PT apresenta Cadu Xavier para o Governo e a vereadora Samanda Alves para o Senado. O cenário, contudo, é de desafio para os governistas, mesmo com Cadu já rompendo a barreira dos dois dígitos nas pesquisas de intenção de voto, mas seus adversários disparam na liderança. Diante desse quadro, a estratégia é clara: “colar” a imagem de Cadu à do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Para o PT, nacionalizar a campanha é a única tábua de salvação, apostando no histórico “peso” que Lula possui junto ao eleitorado nordestino e, especificamente, o potiguar. O objetivo tático é polarizar diretamente com Álvaro Dias (PL), o candidato da direita e ex-prefeito de Natal, que surge bem avaliado e conta com o apoio da família Bolsonaro. Ao forçar esse embate binário, o PT tenta “escantear” o ex-prefeito de Mossoró, Alysson Bezerra (União Brasil), rotulando-o como uma terceira via sem espaço em um campo de batalha dividido, mesmo ele estando bem posicionado nas pesquisas de opinião pública.
No campo da direita, Álvaro Dias apresenta-se com Babá Pereira como vice, contando ainda com dois nomes fortes para as duas vagas do Senado: o bolsonarista de “carteirinha” Coronel Hélio (P) e o senador Styvenson Valentim (Podemos). Já no chamado centro, Alysson Bezerra caminha com o emedebista Hermano Morais, tendo ao seu lado para o Senado a experiência de Zenaide Maia, estando a segunda vaga do Senado para ser preenchida pelo empresário Flávio Rocha (Novo) ou Carlos Eduardo Nunes Alves (União Brasil).
Para Álvaro e Alysson, a missão será furar a bolha da polarização ideológica. A estratégia de ambos deve focar em tecer críticas contundentes à gestão da governadora Fátima Bezerra, apontando as falhas administrativas que mantêm o estado em um marasmo econômico e social.
Caberá a eles apresentar propostas reais, discutidas olhos no olho com a população, que mostrem que o Rio Grande do Norte precisa de gestão eficiente, e não apenas de ser um palanque para brigas nacionais.
O desafio da CONVERSA LIVRE hoje é questionar: o eleitor vai se deixar levar pelo “efeito espelho” de Brasília ou exigirá soluções para os problemas que batem à sua porta? Entre o marketing da nacionalização e a urgência por resultados, o tabuleiro potiguar nunca foi tão complexo.
FARPAS
O pré-candidato ao governo Cadu Xavier (PT) andou soltando farpas contra o seu adversário Álvaro Dias (PL), mas não demorou muito tempo e Álvaro deu o troco a Cadu chamando-o de mentiroso. Álvaro tem que ter muito cuidado com esse tipo de provocação petista.
FARPAS 2
Já o ex-prefeito de Mossoró, Alysson Bezerra (União Brasil) andou abrindo a sua “caixa de ferramenta” e “soltando os cachorros” contra Álvaro. O mínimo que disse sobre o ex-prefeito de Natal é “que é gestor de obras inacabadas”.
FARPAS 3
Não demorou muito tempo e o próprio Alysson, crítico das obras inacabadas, fez um verdadeiro carnaval fora de época em Mossoró para celebrar o inicio da construção do Nogueirão. A obra nem tinha iniciado. Alysson tem que ter cuidado com o que fala…
DEPUTADO
Nos corredores da Assembleia Legislativa foi ouvido o cochicho de um deputado aliado da candidatura de Alysson Bezerra falando do que vem da Policia Federal contra o ex-prefeito de Mossoró. Diz que a detonação vai produzir ondas de choque supersônicas. Só vendo para crer.
DESTEMOR
O ex-prefeito Alysson Bezerra tem demonstrado que não teme nada do que venha da Polícia Federal. Prova disso é que ele não teve qualquer temor quando se aliou a Abraão Lincoln, envolvido com desvios de recursos das aposentadorias do INSS.
DESTEMOR 2
Com o objetivo de ganhar mais tempo de tv e rádio durante o período eleitoral, o pré-candidato ao governo Alysson Bezerra abraçou Abraão que o levou à presidência do Republicanos. Assim, Alysson tem Abraão Lincoln como seu aliado e ganhou o apoio do Republicano. Em política, tudo é válido.
FLÁVIO
Desde que o empresário Flávio Rocha ingressou no Partido Novo entrou em silêncio de clausura.
Ninguém tem notícias de qual é o destino político de Flávio, considerado um político de direita.
Há quem afirme que ele será a segunda opção para o Senado Federal na chapa encabeçada por Alysson Bezerra. Só o tempo dirá.

