Por Carol Ribeiro
O MDB no Rio Grande do Norte entrou em modo de reconstrução política após o fechamento com Allyson Bezerra (UB) e já desenha uma nominata robusta para a disputa de deputado estadual em 2026. A articulação é conduzida diretamente pelo presidente estadual da sigla, Walter Alves, que promoveu ajustes estratégicos para dar competitividade ao partido fora da base de Fátima Bezerra (PT).
A lista inicial já conta com pelo menos 16 nomes considerados “certos”, reunindo ex-prefeitos, lideranças regionais, representantes de segmentos sociais e nomes com histórico eleitoral. Entre os confirmados estão o próprio Walter Alves, o ex-prefeito de Assú Ivan Júnior, o ex-prefeito de Serra do Mel Bibiano Azevedo, o ex-deputado federal Antônio Jácome e o vereador mais votado de São Gonçalo do Amarante, Clóvis Júnior.
Também integram a nominata o vice-prefeito de João Câmara, Holderlin Silva; o professor Emerson Melo, ligado à pauta do transporte público e dos motoristas por aplicativo; o ex-vereador de Natal Luís Carlos Noronha; a liderança religiosa Irmã Ivanilda; além do empresário Andret e do dirigente associativo Luciano Barbosa.
Completam a relação nomes como Marlene de Natal, o ex-vereador e apresentador Carlos Santos e Ana Luiza, oriunda do movimento estudantil e defensora de pautas inclusivas.
A meta do MDB é fechar a nominata com cerca de 25 candidatos, número considerado ideal para maximizar o desempenho eleitoral dentro das regras proporcionais. Novos nomes ainda estão em negociação e devem ser definidos em reunião interna nos próximos dias.
O advogado Araken Farias, que atua diretamente na montagem do grupo, afirma que o partido já entra na disputa com um piso competitivo. “Estamos apostando que duas [cadeiras] estão garantidas, podendo chegar na terceira cadeira”, disse ao Diário do RN.
Araken também revelou seu papel nos bastidores da montagem. “Eu ainda não me defini se serei candidato. Estou ajudando Walter na construção da nominata, já levei seis dos nomes relacionados”, afirmou, sinalizando que sua eventual candidatura ainda depende do desenho final da chapa.
Segundo ele, a estratégia do MDB passa por diversificar perfis e regiões, apostando em nomes com densidade eleitoral própria e capacidade de transferência de votos.

