Uma atitude que provoca decepção e faz cair uma máscara. Como uma jovem política que aparentava ser novidade, nada mais é que uma jovem na idade com práticas caducas, extraídas do baú da intolerância, com a poeira suja de regimes ditatoriais. Essa é Natália Bonavides, a farsa que não disfarça, a matéria-prima da enganação, uma máscara que cai.
A deputada federal Natália Bonavides (PT) obteve direito de resposta na Justiça acerca da matéria em que a vereadora Camila Araújo levanta suspeita sobre o uso dos recursos de uma emenda da deputada do PT. A deputada, entretanto, não menciona que foi convidada a escrever uma resposta à vereadora Camila, no dia seguinte, pelo jornal, com direito ao mesmo espaço, antes da reclamação judicial. Ao contrário, ela preferiu questionar a imprensa que tão somente deu voz a uma denúncia sobre ela, e que destaca, ao final do texto do dia 28 de outubro, inclusive, a falta de complementos que embasem a acusação: “O Diário do RN entrou em contato com a vereadora Camila Araújo para obter respostas sobre quem estaria cometendo a lavagem de dinheiro apontada por ela, e quais os indícios para a acusação, mas não obteve resposta até o fechamento da edição”.
FARSA
A deputada Natália Bonavides é a materialização da farsa. Em suas redes sociais e nos discursos, defende a liberdade de expressão e exalta a imprensa. Na prática, ameaça e intimida quem ousa dar voz a quem discorda dela ou suspeita de seus atos.
SILÊNCIO SOBRE CAMILA
Na verdade, é muito suspeita a atitude de Natália Bonavides tentar emparedar o Diário do RN e ‘livrar’ misteriosamente a autora da denúncia, vereadora Camila Araújo. Afinal, não foi o jornal que denunciou ou levantou suspeita a respeito da aplicação dos recursos da emenda parlamentar. Quem denunciou foi Camila Araújo no plenário da Câmara e Natália nunca respondeu a Camila nem a processou por ter ‘inventado’ a acusação. Qual Natália está preocupada com sua reputação, a que silenciou contra quem a acusou ou a valente que ignora o espaço concedido democraticamente e usa o Judiciário para intimidar a imprensa?
HISTÓRICO DO DIÁRIO
O Diário do RN publica denúncias a partir de documentos que extrai de órgãos oficiais e nunca foi processado ou condenado por matéria inverídica. No caso específico, a denúncia não partiu do jornal. Partiu de uma vereadora que usa o mesmo assento que Natália usou para começar sua carreira política. O Diário ainda mostrou sua responsabilidade ao realçar na matéria que buscou outras informações complementares, conforme esse trecho: “A fala (da vereadora Camila Araújo), no entanto, não especifica quem estaria envolvido na suposta irregularidade, se a própria deputada Natália, a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), responsável pelas obras, ou outro ente público. Também não há, até o momento, apresentação de provas ou indícios concretos que sustentem a acusação”. Ou seja: a própria matéria do jornal questiona a acusação feita pela vereadora.
ACUSAÇÕES
A nota da deputada Natália Bonavides conclui novamente com erro no alvo sobre quem fez a acusação: “Não é possível permanecer em silêncio diante de imputações graves dirigidas a mim e ao mandato que exerço. Atuamos com responsabilidade no uso dos recursos públicos e não admitiremos insinuações falsas. O jornal publicou informação, criando associação indevida entre nossa atuação parlamentar e práticas ilícitas”.
Ora, o jornal não criou associação indevida sobre a atuação de Natália. Apenas deu voz a uma parlamentar que sustentava uma denúncia. E quando Natália Bonavides diz que “não é possível permanecer em silêncio diante das imputações graves”, a pergunta é imperiosa: por que Natália ficou em silêncio diante de quem a acusou? Para a imprensa, a ameaça e intimidação; para quem a acusou, o silêncio. “Não admitiremos insinuações falsas”, diz Natália no brado contra a imprensa na Justiça. Porém, quando ‘esqueceu’ que foi Camila a autora da insinuação, ela permitiu que o que foi dito pudesse prosperar.
MÁSCARA
O Diário do RN segue respeitando a Justiça e a verdade, sendo plural e democrático, sem inimigos a perseguir ou amigos a proteger. Quanto a Natália Bonavides, que ela se desfaça da máscara de defensora da liberdade de expressão e assuma sua verdadeira face de aprendiz de ditadora.

