O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ter negado a entrada de Darren Beattie, conselheiro do presidente dos EUA, Donald Trump, no Brasil enquanto o país norte-americano não liberar o visto do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e da sua família. O representante, que iria cumprir uma agenda no país, também foi proibido de visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Aquele cara americano que disse que vinha para cá para visitar o Jair Bolsonaro, ele foi proibido de visitar e eu o proibi de vir ao Brasil enquanto não liberar os vistos dos meus ministros da saúde que tá bloqueado”, disse o petista.
No ano passado, os EUA cancelaram o visto da mulher e da filha do ministro. A autorização de Padilha para entrar no país não havia sido alvo do governo de Donald Trump porque já estava vencida. A punição aplicada pelo governo dos EUA foi justificada pela participação de Padilha no acordo com Cuba para a criação do programa Mais Médicos, que contratou profissionais de saúde daquele país.
Recentemente, Beattie foi nomeado assessor sênior para Política em Relação ao Brasil no Departamento de Estado dos Estados Unidos e iria visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro na Papudinha, em Brasília.
Entretanto, nesta quinta-feira (12), o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes voltou atrás e desautorizou a visita de Darren.
Na fala, feita durante a inauguração de uma clínica no Rio de Janeiro, Lula citou o presidente norte-americano Donald Trump ao comparar os serviços de saúde gratuitos do SUS. “Quero saber se o trump pode dizer isso que eu estou dizendo para vcs para o povo americano”, disse.
Visita de Darren
Moraes tinha permitido que o encontro ocorresse em 18 de março, mas reconsiderou a decisão dele após o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, alertar que a visita poderia configurar “indevida ingerência nos assuntos internos” do Brasil em ano eleitoral.
O chanceler também disse a Moraes que o pedido de visita ao ex‑presidente não se enquadra nos objetivos oficialmente comunicados pelo Departamento de Estado.
Vieira disse ainda que o visto de entrada no Brasil para Beattie foi concedido com base em pedido que indicava a participação do funcionário do Departamento de Estado em evento para promover as relações bilaterais e em reuniões oficiais.
*Com informações do R7

