Em discurso proferido logo após a aprovação do regime de urgência para o projeto de lei sobre anistia (PL 2162/23), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), enfatizou a necessidade de pacificação no Brasil. Segundo ele, o objetivo não é apagar o passado, mas permitir que o presente seja reconciliado e que o futuro seja construído com base no diálogo e no respeito.
Motta destacou a urgência de diversos temas que precisam ser enfrentados, ressaltando que o país deve avançar. “Temos na Casa visões distintas e interesses divergentes sobre os acontecimentos de 8 de janeiro de 2023”, afirmou, reforçando que o Plenário é o espaço onde as ideias se confrontam e a democracia se manifesta.
Como presidente, Motta se comprometeu a conduzir o debate com equilíbrio, respeitando o Regimento Interno e o Colégio de Líderes. “Não para impor uma verdade, mas para garantir que todas sejam ouvidas”, declarou.
Ele anunciou que um relator será nomeado para que se chegue rapidamente a um texto substitutivo que possa contar com o apoio da maioria da Casa. “Um presidente da Câmara não pode ser dono de teses, nem de verdades absolutas. Sempre que alguém se declarou dono da verdade, o país perdeu”, acrescentou.

