A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) divulgou, nesta terça-feira (20), uma nota oficial repudiando os atos de violência registrados durante uma manifestação política realizada na segunda-feira (19), no Campus Central, em Natal. A instituição anunciou que adotará medidas administrativas e judiciais para investigar as ocorrências e responsabilizar os envolvidos.
A confusão aconteceu no Setor IV da universidade, durante a manifestação intitulada “Vire à direita: UFRN anti-Lula”, organizada por grupos de direita contrários ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O ato contou com a participação do deputado federal General Girão (PL-RN), da vereadora de Natal e deputada estadual eleita Camila Araújo (PL) e de representantes de movimentos conservadores.
A mobilização provocou a reação de estudantes e militantes de esquerda, que realizaram um contraprotesto. O encontro entre os grupos terminou em discussões, empurrões e agressões físicas. Vídeos divulgados nas redes sociais mostram momentos do confronto e danos a um portão da instituição. Ao menos um estudante ficou ferido durante a confusão.
Segundo a UFRN, a manifestação ocorreu sem autorização institucional e utilizou equipamentos de som e fogos de artifício. A universidade também relatou ameaças à integridade física e moral de integrantes da comunidade acadêmica, danos ao patrimônio público e interrupção de aulas e atividades administrativas.
Em nota, a instituição destacou que o ambiente universitário deve ser marcado pela pluralidade, pelo diálogo e pelo respeito às diferenças, ressaltando que divergências políticas não podem justificar episódios de violência. “A divergência de ideias, inerente à vida universitária e ao exercício democrático, não pode, sob qualquer circunstância, servir de justificativa para atos de intimidação, ameaças, violência ou desrespeito”, afirmou a UFRN.
A administração universitária informou que buscará a responsabilização dos envolvidos, por meio das providências administrativas e judiciais cabíveis. “Diante da gravidade dos fatos, a administração universitária adotará as medidas administrativas e judiciais cabíveis para assegurar a rigorosa apuração das ocorrências e a responsabilização dos envolvidos”, declarou a instituição.
O episódio também provocou manifestações de entidades representativas da comunidade acadêmica. O Diretório Central dos Estudantes (DCE) e a Associação de Pós-Graduandos repudiaram a violência e manifestaram solidariedade aos estudantes atingidos. O ADURN-Sindicato também condenou os atos de intimidação e agressão registrados durante a mobilização.

