O Rio Grande do Norte registrou 4.890 novos empregos formais em agosto de 2026, alcançando o quinto maior saldo entre os estados do Nordeste, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta terça-feira (29) e analisados pela plataforma Data Nordeste, da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).
O resultado potiguar ficou atrás apenas de Pernambuco, que criou 13.428 vagas, Bahia (11.647), Ceará (9.295) e Paraíba (8.852). Todos os nove estados nordestinos apresentaram saldo positivo no mês.
Na região, foram abertas 59.356 vagas de trabalho com carteira assinada, o maior saldo mensal registrado em 2026. O desempenho corresponde a 35,8% dos 165.827 empregos gerados no Brasil em agosto e representa crescimento de 211,09% em relação ao resultado de julho.
No acumulado de janeiro a agosto, o Nordeste soma 211.915 novos postos formais, equivalente a 18,7% do saldo nacional no período.
Agropecuária lidera geração de vagas no RN
Entre os setores econômicos, a agropecuária teve participação de destaque no resultado potiguar, com 2.620 novos empregos em agosto. O estado ficou atrás apenas de Pernambuco, que registrou 2.981 vagas no segmento.
A construção civil também contribuiu para o saldo positivo regional, com 7.354 empregos criados no Nordeste. O setor teve os maiores resultados no Ceará (1.897), Pernambuco (1.824) e Bahia (1.707).
Já o setor de serviços abriu 24.931 postos de trabalho na região, sendo responsável pelo maior volume de contratações entre as atividades econômicas. Educação e saúde tiveram papel relevante, com 5.998 e 4.456 vagas, respectivamente.
Na indústria, o Nordeste gerou 12.540 empregos formais, sendo que a indústria da transformação respondeu por 11.314 novas vagas.
Serviços e indústria concentram maior parte das vagas
No Nordeste, os setores de serviços e indústria somaram 37.471 novos empregos em agosto, o equivalente a 63,1% do saldo regional.
O comércio também registrou crescimento, com 4.888 novas vagas, enquanto a agropecuária acumulou 9.645 empregos formais no mês.
No recorte da área de atuação da Sudene, que inclui municípios dos nove estados nordestinos e parte de Minas Gerais e Espírito Santo, o saldo chegou a 59.747 empregos formais em agosto.
Jovens de 18 a 24 anos lideram contratações
Os dados do Caged mostram ainda que a faixa etária entre 18 e 24 anos apresentou o maior saldo de contratações no Nordeste, com 26.738 novos postos.
Também tiveram resultado positivo os trabalhadores entre 30 e 39 anos, com 10.176 vagas; de 40 a 49 anos, com 9.798; de 25 a 29 anos, com 7.802; de 50 a 64 anos, com 4.188; e até 17 anos, com 1.798.
Em relação à escolaridade, o maior saldo foi registrado entre trabalhadores com ensino médio completo, grupo que acumulou 34.440 novas vagas.
O levantamento aponta ainda diferença entre homens e mulheres no acesso às oportunidades. Os homens responderam por 40.160 postos criados, enquanto as mulheres ocuparam 19.196 vagas em agosto.

