CAICÓ
Todos os caminhos levaram à Feirinha de Sant’Ana, em Caicó. Allyson Bezerra, Cadu Xavier e Álvaro Dias marcaram presença no evento mais expressivo do Seridó. Cada um fez a sua parte.
PASSADO
Uma campanha do passado distante, em 1986; e outra de um passado recente, de 2024. Ambas têm algo em comum: candidatos que largaram na frente e a vitória parecia inevitável. Porém, o improvável aconteceu. Os favoritos perderam.
PASSADO II
João Faustino vislumbrava uma vitória certa na eleição de 86. Geraldo Melo chegou e arrancou-lhe das mãos a vitória com uma campanha que fez a diferença. Carlos Eduardo já havia começado até a pensar em nomes para o secretariado. Não foi sequer ao segundo turno. Paulinho, o vitorioso improvável, vencer a eleição.
ANTECIPAÇÃO
Quando o assunto é eleição, não há vitoriosos ou derrotados por antecipação. Nem o favorito pode comemorar antecipadamente, nem o suposto derrotado precisa chorar antes da hora. Uma campanha eleitoral determina expressiva mudança que não era visível no início do jogo político.
PRESENTE
Hoje, o cenário da eleição é focado na força política de cada um, o que estabelece um certo equilíbrio entre Álvaro, Cadu e Allyson. Álvaro tem o maior número de prefeitos e lideranças; Cadu vem em seguida nesse aspecto e Allyson tem a maioria dos prefeitos com maior eleitorado.
FUTURO
Quando a campanha efetivamente começar, tudo pode mudar em matéria eleitoral. Um fato novo, uma denúncia forte, um deslize, tudo pode mudar o rumo da campanha e fazer um subir e outro descer na escadaria eleitoral.
ESCOLA
A governadora Fátima Bezerra deixa uma marca importante em sua gestão, de ter quase triplicado o número de escolas em tempo integral no estado. Não tem a mesma repercussão que a construção de uma ponte, mas ficará marcado na história da educação potiguar.
FAKE NEWS
Um candidato a presidente da República que realiza uma convenção, ato de homologação de sua candidatura, e apresenta uma peça publicitária inquestionavelmente falsa, com depoimento de alguém que diz que não autorizou a fabricação de sua fala fake. Foi isso que ocorreu com o vídeo de Bolsonaro produzido pelo filho Flávio.
FAKE NEWS II
Pode parecer pouca coisa, diante do fanatismo político, mas é um absurdo gigantesco o que ocorreu em relação ao vídeo com a fala fake de Bolsonaro. Afinal, depois que usou indevidamente a fala do pai, o filho-candidato-advogado assumiu em peça judicial que realmente não houve autorização para o cometimento da fraude virtual.
FAKE NEWS III
Em outros tempos, uma candidatura que ousasse cometer tamanha atrocidade explícita com a verdade, dificilmente continuaria na disputa. Hoje, o cara mente, confirma a mentira, assina uma peça confessando a mentira, mas é aplaudido pelos apoiadores. Tempos sombrios.
INVERSÃO
Se, por um lado, há aplauso ou silêncio em relação ao que envolve o presidenciável Flávio Bolsonaro, incluindo o dinheiro extra-filme que recebeu de Vorcaro, a mesma turma ficou indignada com o presidente da República, após uma solenidade oficial, convidar um ministro do Supremo para tomar um café.
COORDENAÇÃO
Vendo a campanha de Flávio Bolsonaro desmoronar em formato de self service, num processo de automutilação, a coluna fica imaginando o que passa pela cabeça do gélido Rogério Marinho, tendo que assumir o papel de coordenador da campanha.

