CENSURA
Ontem, Allyson Bezerra atribuiu a Álvaro Dias o desejo de tentar calar sua voz, extraindo seu perfil nas redes sociais. Disse que era censura a ação do Partido Novo pedindo a retirada do perfil do candidato.
CENSURA II
Hoje, o grupo de Allyson usa do mesmíssimo expediente, pedindo que a Justiça retire do ar vídeo de Álvaro Dias. Ou seja: o defensor da liberdade de ontem é o censor de hoje.
IGUALDADE
Ou seja: nenhum dos dois pode reclamar de censura do adversário. Ambos buscam a Justiça quando acreditam que o outro está cometendo algum ilícito eleitoral. Tudo dentro da normalidade.
TAPETÃO
Portanto, Allyson usa de demagogia quando diz que o adversário busca o ‘tapetão’ com medo do confronto nas urnas. O que Álvaro fez com ele, buscar a Justiça para corrigir eventual ilegalidade, ele fez com Álvaro, também buscando a Justiça também para tomar providência contra o adversário.
ABALADO
Senador Styvenson Valentim, apesar de aparecer nas pesquisas como favorito a renovar o mandato, parece que não está muito bem emocionalmente, o que não é nenhuma novidade. A questão é que ele não respeita nem os aliados que compartilham seu palanque.
FOGO AMIGO
O outrora combatente da corrupção, a pretexto de anunciar ‘obras’ de sua gestão no Legislativo, disse que nenhum político do RN faz igual a ele, que usa o dinheiro público para ajudar a população. Citou nominalmente o colega e aliado Rogério Marinho, que abriu os caminhos da civilidade política para ele.
POLARIZAÇÃO
A campanha ainda não começou efetivamente, mas cada um sabe o que vai usar e o efeito que vai causar no eleitorado. O problema é que alguns precisam usar o material positivo de forma mais acelerada. É o caso de Cadu Xavier.
LULA CÁ
O candidato do PT sabe que seu maior cabo eleitoral é Lula. Nas pesquisas divulgadas até agora, o marido de Janja tem cerca de 50% de intenção de voto do potiguar. Cadu está marcando passo ao não vincular vídeos já agora com Lula. Na campanha viriam outros. Usar um cabo eleitoral eficiente nunca é demais.
SEM AUTORIZAÇÃO
A defesa de Bolsonaro disse ao Supremo que ele não autorizou o uso de sua imagem feita por inteligência artificial. Ou seja: além de ser um vídeo fake, foi feito sem que o personagem soubesse. Essa campanha de Flávio Bolsonaro só contabiliza episódios de desinteligência natural, como diria a ministra Carmén Lúcia.
LEMBRANÇA
O Diário do RN traz TBT sobre a histórica eleição de 1986, onde Geraldo Melo fez o improvável, saiu de percentual inexpressivo para conseguir virar a eleição e vencer João Faustino, que havia começado o pleito com mais de 60% de intenção de votos.
ACREDITE
A vitória de Geraldo foi fruto de sua obstinação e competência. Quando ninguém acreditava na campanha que começava perdida, ele nunca desacreditou e venceu.
MAIORIA
A suada vitória de Geraldo Melo sobre João Faustino foi com uma maioria de pouco mais de 14 mil votos, a menor distância entre dois candidatos a governador. A maior maioria registrada na história recente foi a de Fátima Bezerra sobre Fábio Dantas, que superou os 600 mil votos, em 2022.
PERSONAGEM
Em entrevista à jornalista Fernanda Sabino sobre a eleição de 1986, o ex-deputado Henrique Alves se emocionou ao lembrar da histórica eleição de Geraldo Melo. O filho de Aluízio revelou sua admiração pelo Tamborete e rendeu inúmeros elogios ao desempenho de Geraldo na campanha.

