LADAINHA
Ex-prefeito Álvaro Dias precisa sair dessa ladainha sobre sua gestão em Natal. Está tão enfadonha quanto ouvir Fátima falar sobre como recebeu o Estado de seu antecessor. Ninguém aguenta mais. Ele é candidato a governador e não a prefeito de Natal. Seu foco deve ser o Estado. O Estado do futuro.
FUTURO
Mesmo sendo candidato a governador, Álvaro não tem falado sobre o que pretende fazer caso seja eleito chefe do executivo estadual. Continua querendo prestar contas de sua gestão e não apresenta nada de novo para o futuro. Ainda há tempo para mudar esse discurso enfadonho e sem consistência.
FORMA
Álvaro precisa ser bom no conteúdo e também na forma. Na entrevista que concedeu à 98 FM, na noite de ontem, ele escorregou no conteúdo e derrapou na forma. No conteúdo, não apresenta nada de novo, não cita dados, números, só ataca o governo atual. Na forma, se apresenta nervoso e até grosseiro com quem o entrevista.
CONTAS
A matéria de ontem deste Diário, sobre os números referentes a investimentos em relação às gestões de Fátima Bezerra e Allyson Bezerra, mostra que há semelhança nos percentuais de baixo investimento e revela o que diferencia uma gestão da outra: a folha.
SERVIDORES
Enquanto a folha de pagamento do funcionalismo em Mossoró fica abaixo de 40% do comprometimento da receita, no caso do governo do Estado esse percentual chega perto de 60%, o que asfixia as finanças e gera o contínuo desequilíbrio financeiro, provocando acúmulo de dívidas e desarranjo nas contas.
COMPROMETIMENTO
A Fátima governadora incorporou a Fátima sindicalista e produziu uma série de reajustes na folha do funcionalismo estadual. Seja através do pagamento integral do piso da educação; seja por implantação de reajustes via plano de cargos e salários; seja por promoções na PM; seja por aumentos salariais pontuais para categorias; o fato é que a folha explodiu.
CONSEQUÊNCIAS
A principal consequência da explosão financeira da folha do funcionalismo estadual foi que inviabilizou investimentos próprios em outras áreas e provocou escassez de recursos em caixa para honrar compromissos regulares e contínuos da própria gestão.
EFEITOS
Fátima Bezerra entrará para a história do RN como a governadora que mais concedeu reajuste aos professores, como a governadora que mais promoveu policiais militares, como a governadora que mais elevou a renda do conjunto de servidores. Porém, de que adiantou tudo isso?
APOIO
Se fizer uma pesquisa com policiais militares sobre Fátima e seu governo, o negativo supera o positivo com folga. Promoções, reajustes salariais e boa estrutura para trabalhar não produzem gratidão e nem reconhecimento. A cegueira ideológica funciona mais forte do que a razão que revela uma realidade que muitos não reconhecem: uma governadora de esquerda foi quem trabalhou pela Polícia Militar do Estado.
RESPALDO
No conjunto dos servidores, Fátima também não goza de respaldo ou apoio público. Seus ex-colegas sindicalistas miram guerrinhas internas de poder e atacam quem mais se esforçou para melhorar as condições salariais e de trabalho de todos os servidores.
CONCLUSÃO
Portanto, politicamente falando, Fátima usou seu governo para beneficiar o funcionalismo e até inviabilizou investimentos nas demais áreas, mas não teve retorno em forma de apoio político dos beneficiários de sua gestão. Não fosse o inchaço da folha, Fátima teria feito um governo com aprovação popular.
MENTIRA
Candidato do PT, Cadu Xavier, precisa ter cuidado quando for usar o termo mentiroso para adjetivar adversário. O efeito bumerangue pode quebrar seu para-brisa. A questão dos consignados pode ser um exemplo de palavra não correspondendo à realidade.

