Além do legado gigantesco no basquete, Oscar Schmidt, falecido nesta sexta-feira (17), ficou próximo de causar impacto em outra área. Mirando o cargo de senador por São Paulo, o ídolo do esporte nacional disputou a eleição de 1998 e foi um adversário complicado para Eduardo Suplicy.
Somando 5,75 milhões de votos (36,9% do total), Oscar Schmidt ficou em segundo lugar na eleição para a única vaga ao Senado. Isso porque Suplicy, com 6,71 milhões de votos, ficou com a vaga na disputa acirrada. Apesar da possibilidade de presença em outros pleitos, a situação ficou pendente nos anos seguintes.
Antes da disputa política, Oscar Schmidt ocupou o cargo de secretário municipal de Esportes, Lazer e Recreação de São Paulo. Fazendo parte da gestão do prefeito Celso Pitta, o ex-jogador esteve na função entre 1997 e 1998.
Confiando em Jair Bolsonaro, Oscar Schmidt decidiu votar no ex-presidente do Brasil. Porém, como a postura durante a pandemia de Covid-19 não foi vista como adequada, o ídolo do basquete acabou se arrependendo da escolha.
“Eu votei no Bolsonaro, tinha um otimismo danado nele, muito mais que a maioria das pessoas. Mas todos os dias o cara dá chance pro azar. Eu achei que seria diferente. Confiei e me arrependi. Ele tem mostrado ser outra pessoa, com um despreparo danado para ocupar um posto tão importante. É muito triste durante uma pandemia a gente ainda ter que se preocupar com política. Esse vírus não tem partido, ele pode matar qualquer um. E pra quem ainda chama isso de gripezinha, isso me deixa louco”, disse Oscar, em entrevista ao UOL.
Engajado politicamente, Oscar lamentou a polarização presente no Brasil. Diante da gravidade da pandemia, o ex-jogador avalia que discussões ideológicas deveriam ter ficado em segundo plano.
“Eu acho que falta humildade dos políticos brasileiros. Falta humildade porque tem gente morrendo e eles querem discutir posições ideológicas”, afirmou.

